Enternecer por femarques


[Comentários - 380]   Impressora Imprimir Capitulo ou História - Lista de Capítulos

- Tamanho do Texto +

CAPÍTULO 6:

GIULIANA

 

            Nem parecia que a semana havia passado tão rápido e já era domingo de novo. Meu corpo doía e eu queria dormir mais, mas precisava começar logo o dia já que minha mãe havia combinado um almoço em família hoje.

            Me arrasto para fora da cama e troco meu moletom velho por uma calça e um moletom melhor, calço meus tênis de corrida e depois de jogar muita água no rosto, saio do quarto com fones de ouvido gritando uma música no último volume.

            Abigail está na cozinha preparando o café e ao passar por ela, dou um beijo em seu rosto, seguindo meu caminho. A avenida de onde moro está pouquíssimo movimentada esse horário, meu preferido para sair correr.

            Correr logo pela manhã, sentindo o ar frio e fresco, é uma das coisas que mais me acalma e me faz começar bem o dia. Aproveito o momento e me lembro de Beatrice. Não nos vimos durante a semana e trocamos apenas uma mensagem, perguntando como estávamos, nada além disso. Talvez se nossa amizade progredir, e eu espero que seja isso que ela esteja procurando, eu consiga entender o porquê de ela ser tão fechada, de parecer que em sua vida não há nada de alegre ou divertido. Ela vive para o trabalho, mas apenas para conseguir dar uma vida a sua irmã, que parece ser a única coisa que lhe importa.

            Pode ser que Andrea consiga me ajudar com isso, ou poderia falar com ela, se não for intromissão demais.

            Com a cabeça ocupava com tudo isso, acabo ficando mais tempo em minha atividade do que pretendia. Quando volto para a casa, vejo Calliope descendo de um táxi. Ela está linda, como sempre. Os cabelos soltos, uma calça jeans apertada e uma blusa de mangas compridas igualmente justa.

            Quando minha mãe convida a família para o almoço, inclui Abigail e sua neta. Então, claro que eu teria que lidar com Callie agora.

            Passo por ela como se não a tivesse visto e caminho em direção a porta, o que é inútil já que ela me alcança e para ao meu lado. Puxa um dos fones de ouvidos, tirando-o de mim, e me olhando sorrindo.

            “Adoro quando você está suada assim.”

            Começo a rir e tiro o outro fone, enrolando-o no celular enquanto caminhamos devagar.

            “Me atrasei hoje, ainda tenho que tomar banho, não dá, Callie.”

            “Vai ser rápido, Giu.”

            E ao dizer isso, sai em disparada em minha frente, deixando a porta aberta. Callie era uma menina boa, inteligente, sedutora e engraçada. Sempre foi uma boa companhia para conversar sobre qualquer coisa e dar risada, mas quando mostrou interesse por mim, em uma fase da minha vida não muito boa, se mostrou livre para fazer o que queria comigo e nada além disso, o que foi ótimo, e desde então, estou nessa filosofia de que não procuro ninguém para não dar falsas esperanças. Relacionamento não é a melhor coisa do mundo se formos pensar que as pessoas não são honestas.

            Passo pela cozinha, onde as duas estão conversando, e subo as escadas correndo, indo direito ao banheiro do meu quarto. Lá deixo as roupas suadas dentro do cesto e entro no box para um banho rápido de chuveiro. Minha mãe odiava atrasos.

            Estou no quarto depois de me vestir, terminando de me arrumar em frente ao espelho quando ouço duas batidas de leve na porta e antes mesmo de perguntar quem é, ela se abre e Calliope entra.

            “O café está pronto.”

            Seguro o riso e balanço a cabeça para cima e para baixo. Continuo em frente ao espelho, esperando que ela diga o que quer.

            “Você não vai comer?” Ela diz em voz baixa, o sotaque inglês pouco carregado soando delicado, e se aproxima um pouco mais de mim.

            “Vou, em um minuto.”

            “Um minuto é tanto tempo, Giu.”

            A menina para atrás de mim, com o corpo perto demais, tentando mostrar o que quer. Me viro para ela e abro um sorriso largo.

            “Estamos sem tempo hoje para isso, meu bem.”

            Ela coloca as mãos em minha cintura e se aproximando ainda mais, beija meu pescoço delicadamente. Roça o nariz ali, soltando sua respiração contra minha pele.

            “Você é tão cheirosa. Em um minuto você dá o que eu quero e ainda deixamos a continuação em aberto.”

            Começo a rir de sua proposta e a afasto um pouco. “Você é terrível!” Puxo-a para mais perto do espelho e me posiciono atrás dela. Coloco seu cabelo de lado e deixo meus lábios brincarem entre beijos e mordidas de leve na região de seu pescoço e parte do ombro que estava descoberto pela blusa.

            Envolvendo-a por trás, abro os dois botões de sua calça e a abaixo até o joelho, empurrando a calcinha junto.

            Callie me olha pelo espelho e abre um sorriso cheio de malícia. Ela apoia as duas mãos no mesmo e abre um pouco as pernas, inclinando por fim seu quadril para trás.

            Levo minha mão até seu sexo e abro um sorriso quando sinto como ela está.

            “Eu quero você.” Ela sussurra com a voz entrecortada, sem deixar de me encarar pelo espelho.

            “Eu percebi.” Comento sem esconder a diversão em minha voz, enquanto ainda estou passando meus dedos entre seu sexo.

            Levo-os até sua entrada e penetro primeiro um, colocando-o e tirando devagar, até que começo a sentir seu sexo se contrair, puxando meu dedo para dentro. Tiro o mesmo devagar e volto a penetrá-la agora com dois. Uso meu braço livre para envolver seu corpo, segurando-a naquela posição.

            Não tiro os olhos dela e de como seu peito sobe e desce rápido demais com a respiração que sai ofegante por sua boca. Meus dedos entram e saem, primeiro devagar e com força a cada vez que eles voltam para dentro dela, passando a come-la mais e mais rápido, como sei que ela prefere. As pontas de seus dedos estão marcadas pela força com que ela os pressiona contra o espelho e suas pernas estão trêmulas. Ela geme baixo de forma sensacional e sabe que estou gostando.

            Paro com o movimento e deixando meus dedos dentro dela, mexo apenas as pontas para cima e para baixo, o mais rápido que posso, e sem demora, Callie se desmonta em meu braço, fechando suas pernas contra minha mão. Tiro-os de dentro de seu sexo a ainda o acaricio devagar enquanto ela se recupera. A solto devagar conforme sinto suas pernas mais firmes e afasto minha mão dela.

            Seu rosto está corado e sua respiração, assim como a minha, ainda está ofegante. Ela me olha como se esperasse mais, o que acho graça.

            “Não temos tempo, lembra?”

            Meus dedos estão molhados e levo-os a boca, chupando um por um. Callie encosta a cabeça no espelho e me olha de canto, e eu sei o quanto isso a incita a querer continuar.

            “Te encontro lá embaixo.” Digo isso e vou ao banheiro lavar as mãos, seguindo para a cozinha depois, sem olhar para ela em meu quarto. Deixei-a com sua privacidade, evitando contato mais íntimo.

 

            Tomamos café e depois de ajudar Abigail com a louça para irmos mais rápido, seguimos as três para a casa de meus pais. Eles moravam um pouco afastado da cidade, em uma casa de campo. Meu irmão mais novo ainda morava com eles.

            Logo que chegamos, entro com o carro usando o meu controle do portão, passando pelo pequeno caminho de terra. Até a entrada da casa, minha mãe cultivava um jardim lindo e insistia em manter as árvores de quando comprou o terreno intactas, que agora estavam cheias de folhas alaranjadas prestes a cair.

            Toco a campainha e logo meu pai abre a porta. Benito Cardinale, meu pai, era um homem bonito, de cabelos curtos e grisalhos, os olhos azuis e a pele clara e estatura alta.

            Ele abre um sorriso e me puxa para um abraço, cumprimentando em seguida Abigail e Caliie.

            Minha mãe está na sala e também me dá um abraço quando me vê. Minha mãe manteve o sobrenome de solteiro a atendia por Constance Harper, não usando o sobrenome de meu pai, mesmo com todos os filhos usando. Minha mãe era uma mulher bonita e que não aparentava a idade que tinha. Seus cabelos eram curtos, mesmo que mais compridos que o meu, em tom castanho escuro, assim como seus olhos.

            “Cadê o Francesco?” Pergunto de meu irmão e minha mãe diz que ele está na garagem, provavelmente mexendo em sua moto.

            Saio da sala e vou para a garagem, onde encontro meu irmão abaixado, mexendo em sua moto. Francesco era louco por motos e depois de muita conversa, nossa mãe permitiu que ele tivesse uma.

            Francesco tinha 19 anos e estava na faculdade. Tinha o cabelo preto como o meu e os olhos castanho escuros. Tinha o maxilar quadrado como o de nosso pai, e as sobrancelhas grossas como as minhas. Apesar do corpo atlético, era um pouco mais baixo do que eu.

            “E aí.” Digo quando me aproximo dele, sentando em sua moto.

            “Oi, Giu!”

            Ele se levanta para me cumprimentar e pega um pano para limpar as mãos. Conversamos sobre sua faculdade e alguns acontecimentos da semana. Ele cursava economia para trabalhar com nosso pai em sua empresa, seria o único que se interessaria pelos negócios da família.

            Voltamos juntos para a sala, já perto da hora do almoço. Calliope estava conversando com minha mãe, sentada no sofá, e quando passamos por eles, meu irmão me cutucou com o cotovelo, chamando minha atenção.

            “O que foi?”

            “Ela é linda, acha que ela sairia comigo?”

            Olho para Calliope e lembro das imagens no espelho. Começo a rir e dou de ombros.

            “Acho que você deveria chamar ela para sair, mas talvez ela não goste de garotos.”

            “Ah, Giuliana!” Ele levanta os braços com as mãos espalmadas e depois os solta, batendo as mãos em suas coxas. Está com cenho franzido, segurando a risada. “Não acredito nisso.”

            “Olha, ela pode gostar dos dois, não acha? Você realmente podia sair com ela.”

            Francesco balança a cabeça de um lado para o outro, dando risada.

            “Não, deixa para lá.”

            Meu irmão sabia que eu não pretendia namorar com ninguém, mas não entendia. Era muito diferente de mim, ou do que me tornei depois de tudo, e sonhava em encontrar uma namorada e casar-se, terem filhos e viverem felizes para sempre. Era um menino muito bom, ou muito inocente.

            Logo o almoço é anunciado pronto e minha família toda se reúne em volta da mesa enorme na sala de jantar. Minha mãe e Abigail são as únicas que falam baixo, enquanto todo o restante conversa em voz alta e dá risada enquanto almoçam. Minha família sempre foi assim, alegre e unida, claro que nem todos da família, mas pelo menos os que importam.

            Depois do almoço, fiquei na sala com meu pai e meu irmão conversando sobre as últimas notícias do futebol, enquanto percebia Calliope me olhando sem disfarçar. Toda vez que ela passava ou estava perto, me encarava.

            Antes que alguém notasse, me levanto do sofá e começo a me despedir de todos. Minha mãe reclama que não fiquei nada e dou como desculpa o trabalho, digo que preciso resolver umas coisas. Prometo a ela que volto no próximo domingo e consigo, finalmente, ir embora. Não era esse o combinado com Callie, mas também não queria tocar no assunto e dar a ela o gosto de saber que eu percebi.

 

            Termino meu domingo revezando entre ler e assistir filme, descansando para mais uma semana que começaria.

Notas finais:

Hey, meninas, tudo bem? Como está sendo o final de semana de vocês? Bom, o meu consiste em corrigir capítulos (mas não sou nenhuma expert nisso), pedir capítulo extra pra Fê e aturar o bom humor (#sqn) da moça enquanto escreve. Ela fez a nota de sábado e eu fiz questão de escrever esse agredecimento quando atingisse mil leituras (pra vocês nao enjoarem dela, rsrs). Bom, só que essas mil ocorreram bem antes do esperado (*palmas pra vocês e capítulo extra de bônus), portanto... muito obrigada por estarem acompanhando e gastando um tempinho comentando. É muito legal ler as teorias, opiniões e recadinhos pra nossa querida (chatinha) autora. Espero que esse número só cresça e que continuem gostando dessa aventura com balas de café (já vi que muitas leitoras gostaram desse detalhe). Bom domingo pra vocês! (Vou pedir mais capítulo pra Fê kkkkk). 

Lo.



Comentários


Nome: darque (Assinado) · Data: 26/09/2016 15:50 · Para: Capítulo 6

Deu até vontade de comprar balas de café, mas é necessário evitar doces kllk

Realmente Beatrice tem problemas sérios que acredito q Giu será de grande ajuda nessa jornada. Parabéns pelo retorno nas leituras.

Bjs



Resposta do autor:

oi, 

kkk. Mais uma viciada em balas de café? Um doce, de vez em quando, não mata. 

Beatrice tem alguns problemas sim e Giu será de grande ajuda. Da mesma maneira, Beatrice também será um porto pra Giu. 

Beijos, 



Nome: Teresa (Assinado) · Data: 19/09/2016 06:31 · Para: Capítulo 6

Adorei o cap :) bom demais :)

bj 



Resposta do autor:

Oi, tudo bem?

 

Obrigada, Teresa

Beijos



Você deve fazer login ou se cadastrar para comentar.