Três lados para uma moeda - jasmine (livro 2) por Raquel Amorim


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As duas se encaram por algum tempo, nenhuma palavra precisava ser dita, Juliana levanta e entrega a neta para a outra mãe, então se põe em frente a filha, a mais velha chorava por culpa, por medo, por preocupação, ela só queria que a filha a perdoasse, porque se Jasmine se sentia culpada, Juliana estava muito pior.

- Jasmine...

            Ela não terminou de falar, pois a filha puxa seu corpo para um abraço firme. Ela amava sua mãe. Nunca a culparia, só existia um culpado nisso tudo e Jasmine esperava que ele estivesse bem longe.

 - Me perdoe.

            A mulher fala deixando suas lágrimas caírem no ombro da filha, era a sua menina ali, a sua princesa, ela nunca mais a faria mal, nunca mais.

- Tudo bem mãe, estamos bem.

            A loira mais nova fala ao acariciar os cabelos da mãe. Ela sentia isso agora, estavam bem, ela sentia que tudo continuaria bem.

- Eu... por favor, me perdoe, eu não queria...

- Shiii, não foi culpa sua, não foi culpa de ninguém. Nós estamos todos bem. – Ela aperta mais a mãe. – Ele disse que te amava, antes de ir embora ele me pediu para que te dissesse. – O choro da mais velha aumentou.

- Obrigada. – Ela disse simples.

            As palavras da mulher foram sinceras, Juliana sabia que era verdade, mas nada a impedia de sentir, então ela lembrou-se que além de Jasmine havia uma pessoa a quem ela devia mais desculpas, a mulher se desvencilha da filha e vira o corpo, encarando a nora.

- Eu... eu não tenho palavras para dizer o quanto eu sinto por isso, por meu egoísmo, por minha vontade absurda de salvar essa família eu coloquei minha neta e você em risco, espero que um dia você me perdoe, porque eu não vou fazer isso. – A mulher deixa mais lágrimas caírem.

- Juliana, por favor, não se culpe, nunca mais, olhe para ela. – A mulher fala mostrando o sorriso meigo da filha. – É por ela que estamos todos aqui. Eu amo a sua filha, e... – Ela olha para a Jasmine. – Posso falar? – A loira assente sorrindo. – Eu a pedi em casamento e ela aceitou, então é isso, seremos oficialmente uma família, você é avó da minha filha, se você a ama, nada mais importa para mim.

- Oh meu Deus, vocês vão casar? – Rebeca pergunta animada.

- Sim, vamos, o mais rápido possível.

            Bárbara fala o que surpreendeu a loira, ela estava impressionada com a atitude firme da ruiva, e seu sorriso tímido dizia que ela estava amando.

- Então teremos festa? – Lucas pergunta animado.

- Calma aí, sem festa, eu só quero assinar aqueles papéis e poder chamar a minha mulher de esposa. Simples. – Jasmine fala ao pegar a filha no colo da namorada.

- Hey, claro que vai ter festa, minha melhor amiga não vai casar sem uma tremenda festa.

- Vou, vou sim, será uma cerimônia simples, apenas família e só.

- Vermos Jasmine, veremos.

            Lucas fala e todos começam a sorrir. Então Jasmine olha para a filha, ela sorria junto, mesmo sem saber o que de fato acontecia. Júlia era sua luz, sua felicidade, sua vida.

- Mama.

            E seu coração amolece com aquele pequeno ser. Sua filha, sua menina, seu pequeno ser de luz.

- Eu amo você minha menina. – A loira fala ao beijar a bochecha da filha, sua luz de cabelos vermelhos.

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(22 de abril de 2017, Sábado)

- Mãe eu prometo ligar todos dos dias, você vai vê-la todo dia.

- Mas não será a mesma coisa. Eu não poderei pegá-la no colo. – A mulher fala chorona com a neta no colo.

            Jasmine e Bárbara decidiram que já era hora de voltar para casa, e isso era verdade. Estavam no aeroporto, o casal com a filha, Juliana, Lucas e Rebeca, era hora da despedida.

- Eu sei mãe, mas você a verá em nosso casamento que será em um mês. – A loira fala abraçada a sua mulher que sorria da situação da sogra com a pequena, mas era bem assim que todos se sentiam ao se separar de Júlia.

- Eu sei, eu sei, mas ela é minha netinha, eu quero ficar o tempo todo perto dela.

- Você poderá visita-la sempre que quiser Juliana, nossa casa sempre terá as portas abertas para você.

- Obrigada querida. E obrigada por colocar essa coisinha fofa em nossas vidas, eu amo minha neta, e amo você por fazer minha filha tão feliz. Eu sempre serei grata a você.

            A despedida foi sofrida, mas cheia de promessas, o reencontro de todos seria em um mês, quando as duas decidiram oficializar o relacionamento perante a lei. E agora depois de cerca de uma hora e meia já estavam de volta a São Paulo e Jasmine nunca pensou que se sentiria tão feliz em estar de volta a aquele lugar.

- Oh meu Deus! Graças a Deus.

            Bárbara sente os braços do irmão ao redor de sua cintura. Jasmine sorri, ela entendia bem sua reação, quando elas falaram o que aconteceu, ele queria voar imediatamente para Minas Gerias. Mas a ruiva conseguiu acalmá-lo quando colocou a sobrinha para falar com ele. Agora André sentia alívio, seu coração estava apertado, precisava ver e sentir as duas mulheres.

- Eu estou bem, estamos bem.

- Você não sabe como me senti, eu...

- Hey, olha. – Ela mostra a filha nos braços da namorada. – Olha o sorriso dela, ela quer abraçar o titio, ela não quer ver você chorando, pegue nossa menina, ela estava com saudades de você.

- Own, minha pequena. – Ele pega a sobrinha do colo de Jasmine que não ousou negar. – Meu bebê, eu te amo tanto sou coisinha fofa.

- Titio..

            A pequena responde sorridente. André esquece de todo o resto e vai para a saída do local, em direção ao carro.

- É, sobramos...

 

            Pietro fala ajudando Jasmine com as malas. Os três sorriem, mas eles entendiam completamente o amor dos dois Cardoso. 

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