Três lados para uma moeda - jasmine (livro 2) por Raquel Amorim


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(18 de Abril de 2017, Terça-feira)

- Então estamos resolvidos sócio? – Jasmine pergunta brincalhona ao assinar os papeis na presença do advogado.

- Idiota. Mas sim sócia. – Lucas responde.

            Bárbara também assina, pois a assinatura das duas eram necessárias. Então era isso, Lucas Frazão e Júlia Cardoso Albuquerque eram oficialmente sócios nas fazendas, elas seriam apenas um único negócio. Os Albuquerque tinham apenas cinco, mas essas valiam pelas dez dos Frazão, e juntos seriam os maiores da América.

- Eu não sei o que fazer com tanto dinheiro. – A ruiva fala.

- Amor, não precisamos fazer nada. Deixa como está, nossa filha vai resolver quando estiver com a idade ideal, vai fazer uma boa faculdade, e quem sabe se interesse por negócios. Ela que vai decidir quando crescer. – Jasmine beija os lábios da namorada de leve.

            Eles já tinham tudo programado, Lucas tomaria conta das fazendas, o dinheiro de Júlia continuaria parado no banco e o Frazão iria depositar o valor dos lucros todo o mês. Os imóveis continuariam alugados e Jasmine iria investir os seus milhões no bar. O que deixou Bárbara feliz, era um bom plano.

- Bárbara que tal um dia de mulheres? Shopping, compras, só você eu e a pequena? – Rebeca fala animada.

- Amor, você planejou algo para hoje?

- Não, pode ir, resolverei algumas coisas com o advogado e a noite podemos sair para jantar.

- Certo, então ok, vamos nessa, vamos torrar esses milhões.

            As duas mulheres se despediram dos três que estavam na sala, e foram se trocar. Jasmine gostava da amizade entre a namorada e a “cunhada”. Ela continuou a conversa sobre as fazendas com Lucas e o advogado. Eram muitos papeis e contratos, ela agradecia pela ideia do amigo em juntar as fazendas.

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- Olha isso, meu Deus, Júlia vai ficar fofa com ela.

            Rebeca disse ao segurar um lindo vestido amarelo. Elas já passaram por todas as lojas de roupas infantis do shopping, e a cada uma delas, a loira comprava uma peça para a pequena, o que estava deixando Bárbara louca.

- Beca, acho que já está bom, você não está comprando nada para você, olha esse monte de sacolas.

- Ah que isso, a princesa merece, vem, ainda falta uma loja.

            A loira puxa a outra, que empurrava o carrinho, a filha já dormia tranquilamente dentro do local. Sem ter muito como recusar, a ruiva segue a loira, estavam indo para a última loja onde compraram mais três roupinhas.

- Ok, ok, parei, vamos almoçar.

            A loira fala olhando para a cara de poucos amigos da outra. Elas se encaminham para a ala de refeição. A pequena acorda e a ruiva lhe entrega a mamadeira que preparou, ela a recebe com um sorriso no rosto.

- Vocês são tão lindas juntas. Eu me vejo como mãe, e vejo o Lucas como um pai babão.

- Isso é fato. Ele gasta tanto da minha pequena, que seu filho será amado, vocês serão ótimos pais. – A ruiva fala sorrindo lindamente  para a loira.

            Elas conversavam coisas aleatórias, se deram muito bem, na verdade bem demais. Elas sorriam uma para a outra até que...

- Não grite, não se mova, não faça escândalos, apenas pegue a menina e venha comigo.

            O corpo de Bárbara trava no mesmo instante, ela não entendeu nada, apenas encarou a mulher a sua frente que tinha o olhar assustado.

- Fernando, não faça isso. – A loira tenta.

- Avise a ela que estou com as duas. Que quero meu dinheiro Rebeca, diga a ela que quero os 600 milhões.

- Por favor, me leve, mas deixe minha filha, por favor.

- Ela é a mais importante querida, vamos, pegue-a.

            O rapaz estava transtornado, seus olhos avermelhados diziam que não estava normal, ele estava completamente drogado. Bárbara sentiu o objeto ser pressionado com mais força em suas costas, era uma arma, com certeza era uma arma.

- Por favor... – A ruiva estava desesperada.

- Rápido, não quero chamar a atenção. Pegue-a.

            A pequena tinha os olhos atentos a tudo, ela encarava a mãe e podia sentir seu desespero, por isso ela joga os bracinhos para frente pedindo colo, Bárbara ver seu coração disparar com aquilo, ela não poderia colocar sua filha em risco, ela não faria isso.

- Se você não a pegar eu pego e a levo daqui, ou você vem com ela, ou ela vai sozinha.

- Não! ok, eu vou.

- Fernando não faz isso, ela é só um bebê. – Rebeca diz evitando as lágrimas.

- Um bebe que ficou com tudo que é meu, e eu quero de volta, é simples Rebeca, avise a Jasmine que é só ela me dá o dinheiro, pode ficar com as fazendas, com os imóveis, eu só quero o dinheiro.

- Você herdou 100 milhões, para que quer mais?

- Não interessa, o dinheiro é meu, apenas meu. – Ele piscava descontroladamente, visivelmente alterado pelas drogas.

- Mama... – A pequena diz já nos braços da mãe, Bárbara a aperta com força, colocando a cabeça da filha em seu pescoço.

- Vamos logo com isso. – Ele diz para a ruiva e olha para a morena. – E você, diga a Jasmine que ela tem até hoje à noite às 22:00 horas, depois disso eu vou mandar um pedaço do delicioso corpo dessa ruiva para ela. Eu entrarei em contato. – Ele fala sorrindo e some pela entrada do local. Bárbara só conseguia chorar.

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- Não por favor, não!

            Jasmine grita e se deixa cair de joelhos no chão da sala, depois que a loira contou tudo que aconteceu, ela só poderia chorar, chorar e se sentir culpada, era tudo sua culpa, ela as colocou nisso, ela trouxe aquele monstro para a vida das suas meninas, ela se odiava agora. A loira mataria Fernando se ele tocasse em um fio de cabelo de sua mulher ou de sua filha, jurou que mataria.

- Jas, calma, temos que ser espertos agora.

- Eu não posso... eu não consigo... são a minha família Lucas, se ele as machucar, eu juro que...

- Hey. – Ele abraça a amiga. – Nada vai acontecer, vamos dá um jeito, se ele quer dinheiro dê a ele, essa merda toda é só por esse dinheiro, apenas dê.

- É claro que eu vou dá. Eu não quero mais esse dinheiro, eu nunca quis, ele só traz infelicidade.

- Certo, vamos ser racionais, ligue para o advogado.

 

            Jasmine não conseguia pensar direito, ela só queria suas meninas ali, com ela, para poder abraçá-las e dizer que estava tudo bem. Ela só queria sua família de volta.

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