A ilha do falcÃo por Vandinha


[Comentários - 273]   Impressora Imprimir Capitulo ou História - Lista de Capítulos

- Tamanho do Texto +

 

A ILHA DO FALCÃO -- CAPÍTULO 25

 

A Ilha da Magia

 

As ruas que davam acesso ao aeroporto estavam completamente congestionadas devido a hora do rush. Marcela estava nervosa e reclamava o tempo todo.

-- Não podemos nos atrasar -- disse ao motorista, visivelmente preocupada.

-- Quanto tempo ainda temos? -- perguntou Andreia, olhando pela janela do carro, o trânsito completamente parado.

-- Três horas -- respondeu a moça, esfregando as mãos nervosamente.

-- Credo, Marcela. Temos tempo de sobra.

-- Você é que pensa. Estamos cheias de bagagens, isso dá um trabalhão danado.

-- Só você trouxe umas cinco malas, né querida! -- disse Sidney, com um sorriso irônico.

De volta a sua realidade, Andreia olhou pela janela do carro para a sua eterna cidade maravilhosa. Não tinha mais como fugir dessa viagem, já havia esperado o suficiente. Estava em pânico só de pensar que ficaria com a empresária em uma ilha, o reduto dela, a mercê de suas vontades. Além disso, depois do que havia acontecido na noite anterior, sentia a necessidade perturbadora de provar para si mesma que os sentimentos que tinha por Natasha era só aquela vontade de querer fazer tudo que a sua imaginação dizia. Curiosidade, provocante e tentadora. Tesão e loucura. O pior era que não confiava em si mesma, se ela estivesse por perto. Aquela mulher a afetava tanto que Andreia nem sabia o que pensar. Ela não tirava da lembrança o instante em que Natasha a abraçara, apertando aquele corpo de deusa contra o dela. Aquilo a fizera soltar um gemido de prazer. Sorte ela não ter percebido.

Atendendo aos apelos desesperados de Marcela, o taxista ultrapassava os veículos que estavam à frente, zigue-zagueando feito louco pelo trânsito intenso. Até parar diante do portão de acesso ao aeroporto.

Nos momentos seguintes, os três correram tanto que não tiveram tempo para pensar na loucura que estavam fazendo.

-- Eu não disse que essas formalidades, com passagens e com a alfândega são demoradas! -- exclamou Marcela, olhando para o enorme relógio do saguão.

-- Não é pra menos! -- disse Andreia -- Trouxemos umas dez malas. Nove são suas.

-- Quem fala! Você trouxe três malas abarrotadas de roupas novinhas que a Natasha comprou.

-- Não dê importância ao que a Marcela fala, Andreia. O invejoso é assim: Te observa, te crítica, e no final acaba te imitando.

-- Ha, ha, ha -- Marcela riu com ironia -- Inveja eu tenho é de quem é rico, meu bem, de você tenho é pena.

Sidney não se abalou.

-- Sua inveja bate e volta em forma de plenitude, querida.

Já que nenhum dos dois parava de retrucar e a discussão não dava sinais de acabar, Andreia jogou a cabeça para trás, acelerou o passo e saiu caminhando na frente.

-- Não sei para que levar tantas roupas para um fim de mundo daqueles. É bem capaz de ter até índios com arco e flechas.

Marcela caiu na gargalhada.

-- É essa a ideia que você faz da Ilha do Falcão? -- indagou Marcela, sorrindo -- Sua irmã é uma herdeira endinheirada e excêntrica. Li no jornal que ela não tem medo de ninguém. Os figurões da capital morrem de medo dela.

Andreia deu de ombros. O que Marcela falava não parecia combinar bem com a ideia que fazia de Natasha. Em todos os momentos em que estiveram juntas, Natasha foi carinhosa, educada e compreensiva. Até demais.

Estava tão mergulhada em seus pensamentos que se assustou ao ouvir a voz estridente de Sidney:

-- É o nosso voo! Estão chamando... Vamos!

 

Natasha não estava com a menor vontade de trabalhar. Mas Leozinho tinha avisado que passaria no escritório com alguns papéis importantes que deveriam ser assinados, antes que ela partisse para outro compromisso.

Ela apoiou o queixo na mão e fechou os olhos. Pequenas gotas de lágrimas, ameaçavam rolar pelas faces.

A culpa era de Mariana. Não podia ser verdade que sua ex namorada, tivesse tido a coragem de escrever aquilo. Ela havia enviado uma mensagem ameaçadora:

"Não pense que vou aceitar numa boa, o que você fez. Você não vai tirar o que é meu por direito".

-- Por direito -- ela riu com ironia -- Que direito, Mariana? A única coisa que você queria de mim eram os cartões de crédito. Ainda diz ter direitos.

Durante o dia todo ela tentou dizer a si mesma que não estava dando a mínima para ela. Mas, não era bem assim.

-- Algum problema? -- Leozinho perguntou da porta.

Natasha apenas fez que não com a cabeça, enxugando disfarçadamente as lágrimas. Leozinho entrou e nem percebeu que ela estivera chorando.

-- Nada, não -- disse afinal, tentando um sorriso -- Onde estão os papéis para eu assinar?

-- Aqui -- Leozinho colocou os papéis sobre a mesa e sentou-se de frente para ela.

Natasha pegou uma caneta e se inclinou para começar a assinar os documentos.

-- A senhorita Carolina, já está a caminho. A Jessye me contou que ela embarcou as 14:00.

-- Eu sei. Pena que o vovô não está mais aqui para ver isso -- lamentou-se, mas em seguida deu um sorriso triste -- Ele nunca acreditou na possibilidade da Carolina estar viva.

-- Confesso que eu também não acreditava -- Leozinho fez um gesto para as folhas de papel -- termina de assinar.

Natasha sacudiu a cabeça e retomou o trabalho.

Leozinho apoiou os cotovelos na escrivaninha e encarou Natasha.

-- Lembra que sonhei com uma cobra um pouco antes da Mariana ir embora para a África? Sonhos com répteis principalmente cobra pode revelar que uma situação de traição, foi, está ou acontecerá. Desta forma o espiritual se comunica com a matéria avisando do problema.

-- Seja mais claro, Leopoldo.

-- Sonhei com ela novamente.

Ao ouvir aquelas palavras, Natasha levantou a cabeça rapidamente. Olhou para o rapaz sentado à sua frente e esforçou-se para não demonstrar tanto interesse.

-- E como foi o sonho? -- perguntou ela calmamente.

-- Nem queira saber, magnífica.

-- Eu quero saber -- insistiu Natasha.

-- Não vale a pena saber.

-- Mas eu quero saber!

-- Melhor não.

-- Fala ou eu te estrangulo -- Irritada, Natasha jogou a pilha de papéis no chão -- Viu o que você fez eu fazer?

-- Credo, que ruindade! Deveria controlar melhor os seus nervos -- Leozinho abaixou-se para pegar os papéis -- Seus modos me surpreendem.

Natasha abaixou-se ao seu lado. Naquele instantes seus olhos percorreram uma das folhas.

-- O que é isso? -- Natasha lançou um olhar curioso a Leozinho.

-- É o projeto de um Parque temático -- ele respondeu sorrindo -- Um espaço de lazer, entretenimento, educação e cultura.

-- E você me deu para assinar, sem avisar! Sabia que eu posso te demitir por isso?

-- Ah, tá! Você assina sem ler e eu que levo a culpa!

O verde dos olhos dela se intensificou. Era um péssimo sinal.

-- Eu confio em você. Por isso não leio.

-- Já que confia, então não se preocupe e deixe tudo por minha conta.

-- Em quanto a obra foi orçada? -- Natasha recolheu todas as folhas e começou a analisar minuciosamente o projeto -- Esse tipo de empreendimento exige um investimento milionário.

-- Que nada, benévola. Uma pechincha -- O rapaz foi andando na direção da porta -- Estava em promoção.

Natasha o olhou com raiva. Leozinho teve medo de que a chefe avançasse contra ele. Natasha pegou o papel, leu com atenção, arregalando os olhos, olhou para ele e novamente para o papel.

-- Eu vou te matar! -- disse Natasha furiosa, levantando-se tão abruptamente que quase derrubou a cadeira.

Leozinho correu para fora da sala. Natasha foi atrás.

-- Vem aqui... Seu...

Assim que Natasha saiu da sala, notou uma mulher loira, conversando com Jessye. A empresária rapidamente esqueceu de Leozinho. Caminhou calmamente até ela e parou ao seu lado.

-- Com licença -- pediu, olhando para a moça -- Estou de saída, Jessye. Cancele a minha agenda. Tenho um assunto muito importante a tratar com alguns investidores - mentiu, Natasha.

Jessye olhou para a loira e lançou um olhar pesaroso.

-- Que pena. A senhorita Layla estava justamente pedindo uma hora em sua agenda.

-- Hum, Layla. Belo nome.

-- Senhorita Natasha! -- a moça estendeu uma das mãos a fim de cumprimentá-la -- Desculpa a insistência, mas estou há dias na ilha esperando por seu retorno. Será que poderia me dispensar alguns minutos?

Natasha apertou a mão macia e bem cuidada. Seus olhos se voltaram para a loira, detendo-se momentaneamente em seus seios. Quase sorriu. Voltou a olhar para o seu rosto. Estaria com alguém? Ela era muito sexy, o cabelo loiro emoldurando o rosto bonito cujos traços, apesar de delicados, mostravam que era uma mulher decidida. Os olhos azuis eram realçados por cílios longos e a boca perfeita ficava ainda mais provocante com o batom rosado.

Ela até que merecia alguns minutos de sua atenção.

-- Só que não!

-- O que? -- a loira perguntou surpresa. Não era possível que estivesse ouvindo bem.

-- Estou muito ocupada. Agende uma hora -- afastando o cabelo para tirá-lo dos olhos, Natasha atravessou a sala, caminhando na direção da porta do elevador.

-- Não posso esperar mais. Preciso de uma resposta -- a loira insistiu.

Natasha Falcão não respondeu e decidida entrou no elevador.

Layla virou-se para a secretária, cheia de indignação por ser ignorada.

-- Que mulher grossa! -- sua voz tornou-se áspera, um tom que raramente usava -- Quem ela pensa que é?

-- A dona da ilha -- Jessye disse, calmamente -- Vamos agendar um horário?

A secretária não demonstrou o menor sinal de surpresa, o que significava que ela já estava acostumada a grosserias da chefe.

-- Que ódio! -- Layla bufou, inconformada.

 

O avião foi parando devagar, e Andreia olhou pela janelinha. Estava finalmente em Florianópolis, e o sol brilhava sobre a capital de Santa Catarina!

A irmã, sentada a seu lado olhava para ela um pouco ansiosa. Andreia percebeu que não era só ela quem estava nervosa, Marcela também estava uma pilha.

Saíram do avião e caminharam pelos corredores do aeroporto até o balcão da alfândega.

-- Será que a Natasha mandou alguém nos buscar? -- Os turistas faziam filas para pegar as malas, Marcela pegou as suas e colocou em um carrinho.

-- Imagina se não -- Sidney também pegou as suas malas -- Natasha é muito cuidadosa com a irmã.

-- É claro que ela mandou alguém nos buscar. Natasha sabe que nós não conhecemos nada dessa cidade -- Andreia saiu empurrando o carrinho com as suas malas.

-- Vamos combinar uma coisa -- disse Marcela.

Pararam no meio do saguão. Andreia e Sidney olhavam curiosamente para ela.

-- A partir desse momento Andreia Dias não existe mais. Existirá apenas, Carolina Falcão. Entenderam? -- disse Marcela, tentando parecer firme.

-- Isso é assustador -- Andreia passou as costas da mão pela testa, enxugando as gotas de suor -- Mas, é necessário.

-- Vai ser difícil, mas vou me esforçar -- Sidney concordou.

-- Ótimo. Já que estamos todos de acordo, adeus Andreia Dias -- Marcela voltou a caminhar.

-- Espera Marcela, olha lá -- Carolina apontou para um homem vestido de chofer que segurava um cartaz escrito: Carolina Falcão -- Sou eu.

Marcela agitou as mãos no alto. O motorista sorriu e com passos largos, aproximou-se deles.

-- Bom dia, senhoritas, senhor! Dona Natasha me pediu para buscá-los. Por favor, queiram me acompanhar -- o motorista, vestido elegantemente, jogou o cartaz no lixo e assumiu a direção do carrinho com as malas -- O carro está logo ali na entrada.

Finalmente eles saíram do interior do aeroporto para o ar fresco da rua. O tradicional vento sul vindo do mar soprava forte, espalhando os cabelos das pessoas.

Vários veículos estavam estacionados em frente, com motoristas encostados aos carros aguardando os passageiros. O chofer colocou a bagagem no espaçoso porta-malas da limusine e depois abriu a porta para que eles se sentassem, no banco traseiro. Deu a partida, e saíram em direção à cidade.

O motorista virou-se para eles, quando tiveram que parar num sinal vermelho.

-- A chefe disponibilizou um helicóptero e uma lancha para que vocês escolhessem de que forma desejam chegar a ilha.

O sinal mudou para o verde e o carro seguiu em frente. Marcela olhou para Carolina e sorriu radiante.

-- Algum dia você pensou em ter essas duas opções como meio de transporte?

Andreia balançou a cabeça e voltou a olhar a paisagem pela janela do veículo. Os pensamentos dela estavam longe dali. Pensava no pai e na sua recuperação. Estava convencida de que precisava do dinheiro para mantê-lo no hospital e se, havia uma chance de ele voltar a ter uma vida normal, seria com a ajuda de Natasha. Pensando dessa forma, encontrava forças para continuar.

Por alguns momentos, fechou os olhos. Era estranho Natasha não ter ido ao aeroporto encontrá-la.

Mas, como ela é uma empresária ocupadíssima, talvez tivesse tido algum problema, algum compromisso importante. Sim, naturalmente era isso! Seu Coração tornou a ficar leve e ela sorriu.

O aeroporto foi ficando para trás e quanto mais se afastava, mais aumentava o seu desespero.

-- Você está muito quieta -- comentou Marcela.

-- Estou um pouco cansada -- disse esfregando as mãos.

-- Cansada ou nervosa? -- perguntou Sidney.

Carolina sorriu e encostou a cabeça no ombro do amigo.

-- Os dois -- confessou.

Carolina sentia-se exausta. Seu corpo estava dolorido, suas pernas pareciam ter o dobro do peso. Felizmente, estavam chegando ao hangar. Mais uns minutos e estariam instaladas no helicóptero.

 

Depois de decidir que havia tirado fotos suficientes para levar de recordação da ilha, Lalesca retornou para o hotel. O bar estava cheio de turistas, mas a morena ansiava por um enorme copo de suco gelado. Por isso, abriu caminho entre a multidão e depois de muito empenho alcançou o balcão.

-- Ei, moça -- a morena levantou a mão tentando chamar a atenção da funcionária do bar -- Por favor, aqui -- Mas, estava tão lotado que ela não foi vista -- Que droga. Isso aqui está uma loucura. O que será que está acontecendo?

Então, ouviu uma voz quase familiar em seus ouvidos:

-- Asa de urubu, asa de galinha, se quiser ficar comigo, dê uma risadinha.

A morena não conseguiu segurar o riso.

-- Sabia que você estava a fim de ficar comigo -- Natasha ergueu a mão e fez um gesto para a barwoman -- Bebidas para nós, Nani.

Natasha estava a seu lado. Aquela visão maravilhosa, e tão inesperada, trouxe toda a felicidade do mundo aos olhos dela. Recuperando o fôlego, falou sorrindo:

-- Minha querida Nat, você voltou, finalmente. Isso é ótimo!

Natasha sorriu e tomou-lhe as mãos delicadas entre as suas num aperto caloroso.

-- Cheguei ontem -- Natasha encostou-se no balcão -- Estava louca de saudade da ilha. Isso aqui que é o paraíso. Festas, mulheres, festas, mulheres.

-- Você se acha, né -- Lalesca apoiou seu braço no de Natasha e colocou sua cabeça no ombro dela. Natasha não se opôs ao gesto.

-- Existem dois tipos de mulheres: As que me amam e as que não me conhecem.

-- Convencida! -- a morena deu um tapa de leve no braço de Natasha.

As duas se olharam e caíram na risada.

-- O que vai beber?

-- Um suco de morango, bem gelado -- todas aquelas pessoas à sua volta, os turistas barulhentos, pareciam realmente não incomodar mais. E Lalesca só desejava curtir aquele momento com Natasha -- O que está acontecendo, afinal? Nunca vi esse bar tão movimentado -- ela perguntou, olhando fixamente para a boca da empresária.

-- Hoje será um dia inesquecível para mim e para todos na ilha. Carolina está voltando -- mal conseguiu esconder a felicidade -- Hoje é bebida e petiscos por conta da casa. Por isso, todo esse alvoroço.

-- Maravilha! Quer dizer que o dia será de festa?

-- Festa por toda a ilha -- completou Natasha.

Aquilo parecia bem interessante. Lalesca sorriu e pegou a sua taça com o suco de morango. Faria de tudo para estar ao lado da empresária durante a recepção. Era algo bem íntimo, que, com certeza, as aproximaria. Era a oportunidade que esperava para ser vista por todos como a atual namorada de Natasha. Pensou, confiante.

 

Carolina estava encantada, o helicóptero sobrevoava o mar azul que rodeava a ilha de Santa Catarina. A ponte Hercílio Luz que liga Florianópolis ao continente é uma visão impressionante. O Parque da Luz, perto da entrada da ponte, no lado de Santa Catarina e o Forte Santana, do século XVIII, também é maravilhoso.

-- É tudo tão lindo, uma aventura maravilhosa -- comentou a ruiva.

-- Eu não disse? -- concordou Marcela, com um sorriso.

-- Aquela é a Ilha do Falcão? -- Carolina estreitou os olhos.

O piloto sorriu.

-- Não. Aquela é a Ilha Carolina. A Ilha que leva o seu nome.

O piloto Erivaldo deu um voo rasante sobre o lugar e Carolina se alegrou ao ver a ilha de tão perto.

-- Fantástico! -- disse entusiasmada com a beleza -- Tem até uma cachoeira!

-- E é toda sua, dona Carolina -- disse Erivaldo, gentilmente.

-- Eu francamente imaginava outra coisa.

-- O que por exemplo, dona Carolina?

-- Imaginei um lugar de mata fechada, de difícil acesso -- Carolina não conteve o riso -- Pensei até em índios.

-- Essa é boa -- brincou ele -- Faz cinco anos que a dona Natasha enviou uma equipe de desbravadores, e desde então, a ilha está sendo habitada por algumas famílias que cuidam para que não ocorram invasões.

O helicóptero aproximou-se da Ilha do Falcão. Carolina teve vontade de pedir para Erivaldo voltar de tão encantada que estava.

-- A Ilha do Falcão é praticamente uma cidade, tem cinema, lojas, posto de saúde. A senhorita verá. Os primeiros habitantes eram açorianos, inclusive a senhorita -- ele riu.

O piloto pousou no heliporto, desligou o motor e pulou da aeronave. Esperou que as hélices parassem de girar para então descer Carolina, Marcela e Sidney.

-- Eu fico por aqui, um carro vai levá-las até o hotel. Não se preocupem com as bagagens, eu me encarrego delas -- disse ele, com um sorriso educado.

-- Obrigada, Erivaldo -- disse Carolina, retribuindo o sorriso.

-- Por nada, senhorita Carolina. Estou a sua disposição.

O motorista abriu a porta da limusine para elas com um sorriso acolhedor.

-- Sejam bem-vindas a Ilha do Falcão. Meu nome é Victor, a sua disposição.

Marcela ergueu as sobrancelhas. Era luxo com o qual ela jamais sonhou.

-- Isso aqui passa longe do que imaginei que fosse -- disse com os olhos brilhando.

-- Estou com medo -- Carolina desejava desesperadamente fugir para longe. Até agora, não houve problemas, haviam se relacionado apenas com empregados simpáticos, prestativos e que obedeciam a ordens, mas daqui a pouco, começaria o pesadelo. Seria a vez dos amigos. Pessoas próximas a Natasha, que com certeza a viriam como uma ameaça -- Quero voltar para casa -- disse, com os olhos embaçados. Sua voz tremia e parecia a ponto de chorar.

Por alguns segundos, Marcela e Sidney se olharam fixamente. Depois, atônitos, olharam para ela.

-- Está louca! -- falaram juntos.

 

 

 

 

 

Nota da autora: Mais que um Hino, um poema.

 

Hino de Florianópolis

 

"Um pedacinho de terra, perdido no mar!...

Num pedacinho de terra, beleza sem par...

Jamais a natureza reuniu tanta beleza

Jamais algum poeta teve tanto pra cantar!

 

Num pedacinho de terras belezas sem par!

Ilha da moça faceira, da velha rendeira tradicional

Ilha da velha figueira onde em tarde fagueira

Vou ler meu jornal.

 

Tua lagoa formosa ternura de rosa

Poema ao luar, cristal onde a lua vaidosa

Sestrosa, dengosa vem se espelhar..."

 

Composição: Cláudio Alvim Barbosa / Zininho

 

 

 

Nome: brunafinzicontini (Assinado) · Data: 26/03/2018 01:36 · Para: Capitulo 25 A Ilha da Magia

"Não pense que vou aceitar numa boa, o que você fez. Você não vai tirar o que é meu por direito". O que foi isso??? Caiu totalmente a máscara de Mariana! Pensei que ela voltaria para tentar, com todo charme que poderia usar, reconquistar Natasha! Jamais imaginei que reagiria dessa forma! É possível uma coisa dessas? Ela vai querer reivindicar os direitos de "esposa"? Bem... a estas alturas, Vandinha já deve ter realizado mais uma de suas cuidadosas e caprichadas pesquisas - desta vez no campo do Direito e não de Medicina. Nesse caso, Vandinha, por favor: faça Natasha procurar um bom advogado que a defenda contra essa cobra sob o argumento de "abandono do lar"! rsrsrsrs...


Nossa! Andreia vai ficar maluca com toda mulherada “dando em cima” de Natasha! Como lidará com isso? Dá para imaginar cenas hilárias pela frente...


Estou ansiosa pela retomada da história da verdadeira Carolina - e seu caso com Talita, é claro! Nesse tempo todo, o marido de Talita, sentindo-se abandonado, dever estar "aprontando".


Grande abraço,


Bruna



Resposta do autor:

Bom dia Bruna!

Mariana está revoltada. Ela vai voltar sim e, para infernizar a vida da Natasha. Porém, Natasha não deixará por menos. Com certeza.

Carolina já já vai voltar. E Talita também. Quanto ao seu marido, esse também em breve dará as caras.

Um domingo cheio de amor e paz. Beijos.



Nome: Mille (Assinado) · Data: 25/03/2018 14:48 · Para: Capitulo 25 A Ilha da Magia

Bom dia Vandinha 

Andreia nada de fugir se fizer isso é capaz da Natasha virar bicho e só descansar quando lhe encontrar.

Natacha está doente? Dispensando a loira ou só é o charme para poder ter a loira ao seus pés. 

Bjus e até o próximo capítulo 



Resposta do autor:

Bom dia Mille!

Natasha não está doente, é só charminho. Você vai ver nos próximos capítulos.

Minha querida, aproveitemos mais esta data, para revermos os pedidos do Cristo, para "renovarmos" nossas atitudes. Feliz Páscoa!

Beijos.



Nome: NovaAqui (Assinado) · Data: 25/03/2018 07:53 · Para: Capitulo 25 A Ilha da Magia

Florianópolis é linda mesmo. Amei.

Agora é a hora. O bicho vai pegar

Quero ver quando a verdadeira Carolina aparecer

Será que Natasha vai se apaixonar por Andreia?

Será que o pai vai melhorar? Será que vai limpar a barra dela com a médica?

Muitos mistérios rsrsrs

Abraços fraternos procês aí!



Resposta do autor:

Bom dia!

"O maior poder de Jesus não é ressuscitar os mortos, e sim ressuscitar os vivos. Celebre muito esse dia, Feliz Páscoa!"

Beijão!



Nome: patty-321 (Assinado) · Data: 25/03/2018 04:35 · Para: Capitulo 25 A Ilha da Magia

E andrea, agora nao ha mais volta. Rera q enfrentar todos osxdesafios da farsa.



Resposta do autor:

Bom dia Patty

"Que nessa Páscoa, independentemente de crenças religiosas, você tenha um grande encontro consigo mesmo e possa crescer enquanto ser humano. São os meus votos, Feliz Páscoa!"
Beijos.



Você deve fazer login ou se cadastrar para comentar.