Ela é naturista por dyh_c


 

Pelas seis da manhã peguei estrada com uma equipe de dez pessoas, meus colegas ficariam 2 dias e eu 4 dias, mas os últimos dois ficaria por causa da Liara.

 

Pegamos bastante movimento de carros até a Aldeia e chegamos quase cinco horas depois da partida.

 

-- Parece que sua namorada, não vem nos recebermos! -- Bruno falou, como continuei calada ela continuou -- Você pediu para ela não ficar nua e ela ficou brava? -- ele tentava adivinhar.

 

-- O que acha?! -- perguntei sem humor.

 

-- Não se preocupe, nem vamos olhar para os seios dela! -- riu.

 

-- Não confio em vocês! -- apontei para ele e para os outros meninos que ouviram a conversa.

 

-- Deixa de ser ciumenta! -- Ivan disse -- Ninguém veio pegar mulher... Só você, claro! -- riu.

 

-- Engraçadinhos, vamos para a pousada! -- chamei para irmos, já que Liara não nos esperava.

 

A aldeia tinha o limite de área para entrar com o carro, assim havia uma garagem para estacionamento.

Levamos nossas mochilas e equipamentos nas mãos até a pousada.

 

Toda a Aldeia era bem simples, algumas casas, mas atualmente começava a se modernizar, já que estava recebendo muitos turistas.

 

Quando chegamos lá encontrei a Liara conversando com a recepcionista, e claro para não ter dúvida... Nua!

 

Ela me viu e correu para abraçar-me, correspondi claro, ela não perdeu tempo e beijou-me. Estávamos com saudades e nem nos lembramos da conversa do dia anterior, muito menos nos importamos com quem estava em volta.

 

-- Te amo! Não ficou brava por ontem? -- ela pergunta sorrindo.

 

-- Não! -- respondi, mas vê-la nua diante dos meus amigos, isso sim, me deixa muito “brava”.

 

Liara foi cumprimentar os meninos que ela já conhecia da minha equipe.

 

-- Não encostem nela! -- falei olhando para eles.

 

-- Deixa de ser ciumenta! -- ela virou-se sorrindo em minha direção.

 

Depois de fazer meu registro de entrada na pousada fui para meu quarto acompanhada dela, que entrou e sentou-se na cama enquanto eu desfazia minha mochila.

 

-- Por que não fica lá em casa? -- ela perguntou me observando.

 

-- Porque estou com minha equipe, dois dias serão só trabalho e dois dias serão só seus -- falei ainda séria, era muito difícil para mim toda aquela situação, mas mesmo assim sentei-me ao lado dela e tendei ser o mais carinhosa possível.

 

-- Tira essa cara de ciúmes amor, não tem porque -- falou delicada.

 

-- Nunca vou me acostumar e... -- começava a desabafar, ela segurou meu rosto e beijou-me, logo se sentou em meu colo.

 

-- Vai sim, mesmo que não consiga me apoiar, nossas diferenças não irão nós separar! -- ela disse me olhando nos olhos.

 

Dessa vez não perdi tempo e a beijei, um beijo mais intenso, saudoso e excitante, daqueles que prorrogamos o máximo para não terminar. Enquanto, pausava para respirar, descia mordendo seu pescoço, chegava ao lóbulo de sua orelha, sabia que ela amava quando fazia assim.

 

Liara já gemia com meus “carinhos”, deixava minhas unhas deslizarem por suas costas levemente, cada segundo o momento tornava-se mais gostoso...

 

-- Preciso voltar ao trabalho, você já chegou e está hospedada -- ela disse.

 

-- Maldade me deixar com vontade e ir embora!

 

-- Amor, você acha que não quero? Mas estou na equipe que organiza o evento, esqueceu? Meus pais já devem está precisando dos meus serviços, você demorou muito a chegar.

 

-- Vai lá então, mas tarde nos vemos?

 

-- Claro, na abertura do Encontro e depois podemos contemplar a lua, o que acha? -- ela sorriu.

 

-- Adoro contemplar a lua com você!

 

Ela me beijou, mas logo interrompeu e saiu do quarto.

 

Tentei não imaginar todos a olhando enquanto ela saia da pousada, era ciumenta mesmo.

 

 

Tomei banho, almocei na pousada e em seguida comecei com toda minha equipe a trabalhar.

 

Entrevistamos turistas e adeptos do Naturismo.

 

Uma ou outra hora Liara vinha dar uma olhada no nosso trabalho, era dever dela observar se nós estávamos incomodando alguém ou se não estávamos seguindo as regras, mas claro que atendíamos a todas as regras e ela saia nos deixando trabalhar.

 

Por volta das dezessete horas, concluímos parcialmente as entrevistas sobre as expectativas de todos sobre o Encontro, pois ainda iria trabalhar na abertura logo à noite.

 

-- Minha mãe reclamou que você ainda não foi visitá-la -- Liara falou quando eu estava ajudando os “meninos” a guardarem os equipamentos.

 

-- Farei isso agora, só terminar aqui.

 

Após concluir, segui para a pousada pegar o presentinho da minha sogra, ela sempre fora gentil comigo e claro chamei Liara para ir comigo.

 

-- O que é isso? -- minha namorada perguntou curiosa.

 

-- Uma toalha de mesa -- respondi.

 

-- Você tenta agradá-la de todo jeito, sabe que não precisa.

 

-- Mas sinto carinho por ela, além do mais, ela é da família agora! -- puxei Liara para um abraçou e continuei a falar -- Também trouxe algo para você.

 

-- Hum... Agora gostei!

 

-- Havia ficado com ciúmes, é?! -- brinquei.

 

-- Claro que não!

 

-- Parece que sim! -- dessa vez beijei-a, depois a soltei e fui pegar o ursinho que era seu presente.

 

Ela colecionava desde criança, no início fiz algumas brincadeiras e ela ficava chateada, mas depois percebi que ela amava colecionar mesmo e comecei a ajudá-la.

 

-- Que lindo amor! -- ela me deu um beijo estalado.

 

-- Mais um para você abraçar e pensar em mim a noite -- pisquei.

 

-- De onde tirou isso?!

 

-- Minha sogra contou.

 

-- Mamãe... -- balançou a cabeça negativamente.

 

Fomos para a casa dos meus sogros, estava cheia de visitas, mas eles gentis me cumprimentaram e entreguei o presente a Rita mãe de Liara, ela era morena e tinha quarenta e alguns anos.

 

-- Janta conosco? -- ela convidou, soou mais como uma ordem confesso.

 

Jantei com eles, comida vegetariana que já vinha aprendendo a gostar, mas o que ainda não havia me acostumado, era o fato de ver meus sogros nus, como pessoa tradicionalista que de certa forma descobri que sou, não era fácil.

 

-- O ursinho é lindo, na próxima vez quero um do mesmo viu? -- minha cunhada Ynês pediu, ela tinha 24 anos, dois a mais que a irmã.

 

-- Pode deixar! -- respondi, já sendo fuzilada pela Liara.

 

Ela tinha um ciúme bobo com a irmã em relação a mim, Ynês descobriu e aproveitava para deixá-la brava.

 

-- Só veio na equipe homem Pillar? -- era meu cunhado Yuri perguntando.

 

-- Só.

 

-- Tem que trazer mulher da próxima vez!

 

-- Para quê? -- questionei sorrindo.

 

-- Você sabe... Na faculdade ninguém me leva a sério.

 

-- Como assim?!

 

-- Preconceito!

 

-- Prometo te ajudar! -- pisquei para ele.

 

Yuri tinha 20 anos, também achava complicado ver meus cunhados nus, sempre acho que nunca vou me acostumar, deveria ser normal, as outras pessoas eu tratava com tranquilidade e não me incomodavam tanto, mas quando era os familiares de Liara me sentia estranha.

 

-- Amor, vem aqui comigo! -- Liara chamou-me.

 

-- Já está levando a namorada para o quarto né? -- Ynês comentou brincalhona.

 

-- Pois é, nem deixa nossa cunhada ficar um pouco conosco -- era Yuri que reclamava com a irmã dessa vez.

 

Olhei para Liara para atender o apelo dos meus queridos cunhados, mas ela disse um “vem” e claro que fui com ela.

 

Entramos no quarto, ela me sentou na cama e depois se sentou ficando de frente a mim.

 

-- Você me ama mesmo? -- ela perguntou me surpreendendo.

 

-- Claro, Liara!

 

-- O que você faria por mim?

 

-- Como assim?!

 

-- Olha, Pillar! Estamos namorando quase um ano, eu te amo muito, mas acho que está na hora de começamos a pensar sobre nosso futuro, não acha?

 

-- O que quer dizer?

 

-- Toda mulher pensa em casar e ter filhos, e eu também penso e quero. Nossas famílias nos aceitam, meus pais e meus irmãos gostam muito de você, acho e sinto que poderíamos dar mais um passo a diante.

 

-- Casar?

 

-- Sim! Irei me formar no fim do ano, trabalho e posso ter uma vida a dois confortavelmente, mas para isso quero saber o que pensa sobre nós.

 

Estava surpresa, pensava que faríamos amor e ela vem com casamento...

 

-- Onde iríamos morar? -- questionei.

 

-- Aqui claro! -- ela respondeu.

 

-- E meu trabalho? E minha vida na capital?

 

-- Continuaria a mesma coisa, você só viria morar aqui.

 

-- Mas, amor! Sou voluntária em várias coisas, tenho meu apê, mas adoraria me casar com você. Por que não vem morar comigo?

 

-- Na capital? E deixar minha liberdade naturista?

 

-- Você pode ficar nua o dia todo lá em casa -- sorri.

 

-- Você sabe que não nasci pra viver rodeada de prédios e barulho, sem falar que morreria longe da natureza, da praia, do ar puro...

 

Era uma situação delicada, nenhuma queria abrir mão da “liberdade” para viver o amor intensamente.

 

-- Olha, me dar um tempo e vejo o que faço na capital quando voltar e penso mais um pouco, depois conversamos com calma novamente, certo? -- pedi, realmente precisava pensar.

 

Ela concordou com a cabeça, mas não tão convicta que eu voltaria ao assunto. Queria me casar com ela sim, mas morar na Aldeia longe de tudo era difícil, e ainda faltava a minha falta de adaptação com todo movimento naturista que pra mim, ainda era grande.

 

-- Minha mãe diz que o amor supera tudo, sei que somos muito diferentes, mas sinto que o amor existe entre nós -- ela me disse olhando, meus olhos encheram de lágrimas -- Te amo muito e vou esperar sua decisão, não importa quando você tome essa decisão -- ela disse e abraçou-me.

 

-- Queria ser diferente... -- falei, ela com seus dedos enxugava minhas lágrimas -- Tirar minha roupa e ficar pelada de diante de todos... -- tentei ri e ela também -- Mas é difícil, é uma filosofia que nem conhecia um ano atrás.

 

-- Também não quero que tire a roupa como diz só para me agradar ou a minha família, você precisa se sentir bem e querer, nunca te cobrei nada parecido, mesmo que você decidisse vir morar comigo não pediria para ser naturista, quero que entenda que meu pedido para juntar as escovas de dentes não tem nada a haver com minha filosofia, apesar que mesmo casando com você não deixarei ela de lado, entende?

 

Isso era verdade, ela nunca me pediu para ficar nua, para comer o que ela estava comendo ou qualquer outra coisa, ela simplesmente me respeitava do jeito que eu era, ao contrário de mim que pedia para ela se vestir direto.

 

-- Te entendo em tudo, mas eu que não me entendo e não sei como você me entende e aguenta! -- falei.

 

-- Devo te amar de verdade, acho que é isso! -- ela sorriu.

 

Puxei-a de encontro aos meus lábios, o quarto dela era simples, assim como toda a casa, nada de luxo. Toda a Aldeia era uma simplicidade e um aconchego que se olhava e sentia, amava o lugar, a tranquilidade, mas morar e viver 24 h por dia não era a mesma coisa, minha vida era agitada, corrida, sem hora para nada.

 

-- Desculpem, mas tem um rapaz da sua equipe chamando Pillar -- era minha sogra, batendo na porta nos avisando.

 

-- Já estou indo -- respondi.

 

-- Nossa! Está difícil de matar nossa saudade! -- Liara sorriu ao me dizer.

 

-- Tô quase mudando de ideia e vindo dormir com você!

 

-- Vem, vou adorar!

 

-- Se eu não estiver muito cansada venho, mas vou indo porque ainda tenho trabalho.

 

-- Certo, te vejo na abertura.

 

-- Te amo! -- falei e a beijei antes de sair.

 

-- Também -- ela respondeu, saí do seu quarto deixando-a deitada.

 

Passei pela sala e meus cunhados fizeram piada por sermos atrapalhadas no quarto, apenas ri com eles e saí.

 

Meus colegas estavam enrolados na colocação da armação das câmeras para a filmagem da abertura do Encontro, deixaríamos tudo pronto para logo mais.

 

Meu sogro abriria a cerimônia, havíamos recebido um cronograma explicativo e com os horários de todo o evento, assuntos e brincadeiras que aconteceria.

 

O Encontro era simples mais bem organizado e proveitoso para a expansão do Naturismo.

 

Na pousada, tomei banho e coloquei um short e uma camiseta, alguns colegas iriam de sunga, já estavam se adaptando ao local.

 

 

Guardei um bloquinho e uma caneta no bolso, acabei cochilando na cama e fui acordada por Bruno, pois já estava na hora de voltarmos ao trabalho.

 

Notas finais:

Olá, meninas!

Mais um capítulo!

A situação delas precisa de muito amor mesmo para superar as diferenças.

Bjss



Comentários


Nome: rhina (Assinado) · Data: 17/01/2017 21:05 · Para: Capitulo 2: Voltando a Aldeia

 

É uma diferença monstruosa. .....

autora na aldeia existem......escolas....lojas. ...mercados... bares....faculdade. ...hospital. ....

ou quando precisam destes recursos vão até eles em outras localidades. ...e se vão. ....como vão. ..nus?.....ou usam roupas? 

Existe no Brasil alguma aldeia Naturalistas. 

Rhina



Resposta do autor:

Oi, rhina!

Na aldeia, a maioria dos alimentos são plantados, mas existe algumas outras industrializado, mas poucos, ele consumem comidas naturais.

Quando precisam de objetos vão comprar em cidades próximas, e sim vão de roupas, não existe lojas na aldeia e sim coisas artesanais para venderem e ganharem alguma renda. Na aldeia existe: água, energia, tecnologia, internet, tudo que usamos em nosso dia a dia. Pois, lembro que é um lugar turistico e é bem visitado, precisa acolher bem para futuros vsitantes.

No Brasil existe várias praias de nudismo, a aldeia foi um nome especifico que usei para a história, mas são comunidades bem organizada e federada, isso que dizer que tudo ocorre direitinho, pensando em todos e na prática especificamente. Olha, tem em vários estados: Paraíba, Bahia, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Santa Catarina.

Se tiver mais curiosidade no assunto, tem site da Federação Brasileira de Naturismo, é muito bom para conhecer mais e ver que o movimento é sério.

Bjss



Nome: cidinhamanu (Assinado) · Data: 14/01/2017 23:45 · Para: Capitulo 2: Voltando a Aldeia

Olá Dyh!!
Se o amor delas for grande, acho que a Pillar consegue vencer essa resistência que ela ainda tem com a cultura naturista e vão juntar suas escovas de dentes...



Resposta do autor:

Olá, cidinhamanu!

Sim, o amor delas deve superar tudo, mesmo com muitas coisas ainda para serem vividas.

Bjss



Nome: Mille (Assinado) · Data: 10/01/2017 03:21 · Para: Capitulo 2: Voltando a Aldeia

Olá Dyh

Acho que a Pilar vai aceitar juntar as escovas, se o amor delas for grande irão superar essas diferenças. Mais para mim ser meio constrangedor ir para uma Aldeia de nudismo.

Bjus e até o próximo

 



Resposta do autor:

Olá, Mille!

A situação delas poderá ser superada sim, amor não falta. Um ambiente natural assim, depende muito de cada pessoa, para algumas é fácil, outras difiícil, entendo seu posicionamento.

Bjss



Nome: annagh (Assinado) · Data: 10/01/2017 02:57 · Para: Capitulo 2: Voltando a Aldeia

Eu confesso...tá dificiil aceitar esse lance de "naturismo"...não serve pra mim. Só uma louca mesmo como a Pillar...

Até mais Autora 



Resposta do autor:

Olá, annagh!

Tá bom kk, é complicado esse movimento. 

Mas continue lendo, tá?

Bjss



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