O amor e suas conquistas por Bia Ramos


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Chegando em casa me joguei no sofá lembrando do que aconteceu conosco naquela tarde, fora incrível, apesar do risco de sermos pegas ela não tivera medo, estava cada vez mais apaixonada por ela, levantei e fui para o banheiro, precisava de um banho com urgência depois daquelas lembranças.

Ela me ligara e ficamos conversando por muito tempo, trocando carinhos pelo telefone, nos tornamos duas adolescentes em busca de aventura, quando saímos do telefone, fui buscar alguma coisa para comer, fiz um lanche e me joguei na cama, adormecendo mais uma vez com as lembranças daquela tarde, acordei com o telefone tocando, olhei no relógio 9hs da manhã estiquei o braço e atendi:

-Alô!

-Bom dia flor do dia?

-Fábio?

-Quem mais seria cunhadinha, onde você está?

-Em casa mais especificamente na minha cama, isso são horas de ligar para alguém?

-Acorda que estou indo pra sua casa, preciso de sua ajuda em uma coisa.

-E precisa ser agora, não poder ser um pouco mais tarde?

-Chego ai em uma hora.

Ele desligou o telefone e mesmo sonolenta fui para o banheiro tomei um banho, coloquei uma roupa fresca fui esperar por ele na sala, a campainha tocou estava quase adormecida no sofá, levantei para abrir a porta e lá estava meu amigo todo sorridente e cheio de sacolas o abracei e nos encaminhamos para a cozinha preparar um café descente estávamos tirando as coisas da sacola perguntei sarcástica:

-E então, onde é o incêndio?

-Preciso de sua ajuda com Bianca.

-Com Bianca? Para que?

-É que... Bem...

Ele parou de falar e ficou me olhando, eu ainda lerda pelo sono só fui entender bem depois então sorri comentando:

-Está gostando dela, legal Fábio, a Bibi é uma boa garota, mas você é muito velho para ela.

Ele jogou um pano em mim e sentou-se ao meu lado dizendo:

-Não sei quando começou, mas acho que é para valer.

-O que está acontecendo conosco? Vamos nós tornar uma só família? Eu e Jéssica, você e minha prima.

Ficamos por algum tempo em silencio e voltamos a preparando o café da manhã depois nos sentamos e ele perguntou:

-Ela está saindo com alguém?

-Acho que não, até onde eu sei ela estava se encontrando com alguém umas semanas atrás, mas não comentara mais nada, mas se eu souber de alguma coisa mantenho você informado, mas e aquela garota o que aconteceu entre vocês?

-Não deu certo, ela é cativante sabe, mas não é garota para namorar, estou que nem você já, procurando alguém para casar, estou ficando careta.

-Isso mostra que estamos crescendo e virando adultos.

Demos risadas e continuamos a conversar, ficamos montando estratégias para ele conquistar minha prima, contei muitos detalhes dela para ele, embora eles se conhecessem e fossem amigos, nunca tiveram tanta intimidade assim, a manhã passara e ainda estávamos conversando, pedi licença e fui ao banheiro, o telefone tocou e eu estava escovando os dentes, pedi pra ele atender, quando retornei para sala ele ainda falava ao telefone me passando assim que sentei no sofá dizendo:

-Sua namorada ciumenta.

Peguei o telefone sorrindo atendendo:

-Oi amor, bom dia.

-Oi Bia, bom dia, dormiu bem?

-Sim, depois que tomei um banho gelado.

Fábio fazia careta e enviava o dedo na boca em sinal de que estava com nojo de nossa conversa peguei o telefone e fui para a sacada sentando lá quando ela falou novamente:

-Estou com saudades, podemos almoçar e depois passar a tarde juntas, o que acha?

-Ótima ideia, também estou com saudades de você minha linda, vou expulsar seu irmão daqui e encontro com vocês em sua casa pode ser?

-Pode sim, mas o que meu irmão está fazendo na sua casa em pleno sábado de manhã?

-Veio me acordar logo cedo para conversar, acho que ele anda muito carente esses dias.

Ela deu risada dele ao telefone e na sala pude perceber que ele estava rindo também, combinamos de nos encontrarmos mais tarde, ela desligou e fui para a sala me jogando ao lado dele no sofá, ele apenas comentou:

-Está apaixonada minha amiga.

-Completamente, sua irmã é uma pequena tentação.

-Hei! Mais respeito quando falar de minha irmã.

Olhei de canto de olhos para ele, mas apenas sorria, levantei e disse:

-Se quiser continuar por ai fica à vontade, eu vou tomar um banho e sair para namorar.

-Vou indo também, quero ver se junto uma galera para ir lá em casa bagunçar um pouco, fazer um churrasco.

-Boa ideia, qualquer coisa me avisa, talvez passamos mais tarde lá, aproveita e chama a Bianca, hoje ela está tranquila em casa.

-Boa ideia, por isso que adoro você cunhadinha, partiu...

Ele me deu um beijo no rosto e saiu em disparada pela porta, dei risada fechando a porta e indo pro quarto me arrumar, uma hora depois estava a caminho da casa de Jéssica, quando cheguei, toquei a campainha e lá estava ela mais linda do que nunca passando os braços em volta de meu pescoço e me beijando, quando se afastou tirei meu óculo comentando:

-Se todas as vezes que eu chegar aqui você me receber assim, faço questão de ir e voltar toda hora.

-Deixa de ser boba, entre ainda estamos nos preparando.

Entrei e uma pequena com os cabelos soltos se jogara contra minha perna dizendo:

-Oi tia Bia.

-Nossa! Quantas mulheres lindas me abraçando hoje, tem mais alguma escondido ai dentro?

Sorri levando um tapa no braço, me abaixei e peguei nas pequenas mãozinhas e dei-lhe um beijo em seu rosto, ela me abraçou sorri e disse a ela:

-Olá anjo, está bonita hoje... Sua mãe terá problemas quando crescer se for tão linda como ela.

-Eu sou igual a mamãe...

-Não vejo diferença alguma querida...

Pisquei para Jéssica que sorriu, Aninha era grande para a idade dela, ela pegara em minha mão me levando para a sala, iria nos acompanhar naquela tarde, ao menos era certo uma coisa, não acabaríamos em alguma escada naquele dia, sorri com aquele pensamento, ela percebeu meu sorriso, não deixava passar nada e perguntou:

-Está sorrindo de que posso saber?

A puxei para meus braços sussurrando em seu ouvido:

-Estava lembrando da tarde de ontem.

E me olhou com aquele verde profundo sorrindo também confessou:

-Quase nem consegui dormir ontem pensando na loucura que fizemos.

-Loucura essa que você começou meu bem!

-E começaria novamente se minha filha não estivesse aqui.

-Cadê a baba dessa criança que não está aqui quando precisamos dela?

Ela sorriu e a segurei firme em meus braços olhando-a profundamente, mas tinha alguém ali que nos chamou atenção, Anna estava com fome e começou a reclamar, elas subiram para terminarem de se arrumar e quando estavam de volta Jéssica perguntou:

-Algum problema se formos em meu carro?

-Nenhum.

Ela arrumou a pequena Ana na cadeirinha me oferecendo o volante, peguei a direção perguntando se ela tinha um lugar especifico para ir, deixou que eu escolhesse o local e nos encaminhamos para o restaurante, me concentrei na estrada consciente que Jéssica me avaliava, peguei sua mão trazendo para meus lábios e a beijei.

Ana puxava assunto com a mãe que se distraia com ela, apesar da idade era bem curiosa quanto a tudo, passei a observá-la pelo retrovisor e percebi muitos detalhes que as ligava com a mãe, sorri em um determinado momento, Jéssica pousara a mão em minha perna perguntando:

-Essa e a segunda vez que sorri com o pensamento, gostaria de compartilha-lo comigo?

A olhei de lado, ela sorria e meu coração disparava ao simples olhar daquela mulher, suspirei e em um segundo respondi:

-Ela se parece muito com você, estava somente admirando a semelhança.

Fiz o retorno e entramos em um estacionamento, descemos do carro e fomos em direção a entrada do restaurante, pedimos um lugar na varanda e fomos encaminhadas para uma mesa, fizemos os pedidos e ficamos entretida com a menina, ela conversava demais, falava sobre tudo, perguntava sobre tudo, almoçamos naquele clima alegre, pedimos a sobre mesa e depois saímos para algum lugar onde Anna pudesse brincar.

Quando chegamos ao parque onde a pequena arrastava a mãe para diversos lugares, fiquei de longe observando a leveza daquela mulher poderosa, se entregando as graças daquela pequena, observei feliz que Jéssica além de tudo era uma excelente mãe, isso me fisgou e por um momento me peguei pensando como era estar morando com elas, talvez casadas? 

Casamento? Foi isso mesmo que eu pensei... Sorri.

E mais uma vez Jéssica notou isso em mim, trouxe a filha para mais perto determinando um lugar seguro para a criança brincar e veio em minha direção, sentou-se ao meu lado e passamos a observar a criança em silencio, no entanto mais uma vez ela o quebrou sussurrando próximo ao meu ouvido:

-Um beijo por seus pensamentos!

-Me daria agora se eu os contasse?

Ela me olhou sorrindo concordando com a cabeça, cheguei mais perto e lhe contei:

-Estava pensando em como seria se estivéssemos casadas!

Ela me olhou com um brilho diferente nos olhos, desviei olhando para Anna e comentei:

-Estava aqui desejando estar cada vez mais ao seu lado, ao lado de Aninha e futuramente quem sabe, formarmos uma família grande com mais dois ou três filhos, claro se você também quisesse.

Ela segurou em minha mão e ficou me olhando, a olhei novamente e sorri desejei lhe dar um beijo naquele momento, mas fora ela quem tomara a iniciativa, segurou em meu rosto e me deu um beijo suavemente, sorri, adorava quando ela me surpreendia daquela forma, quando se afastou de mim olhei de relance para Aninha que estava ali próxima sussurrando para ela:

-Adoro quando me pega de surpresa assim, você me surpreende a cada dia!

-Você é diferente de todos que encontrei até hoje Bia.

-Sou?

-Sim, se importa muito com o sentimento alheio, você é rara, começo achar que tirei a sorte grande quando você entrou em minha vida, eu amo você!

-Também amo você minha linda

Sorri olhando-a e mais uma vez ficamos em silencio, brinquei com as mãos dela entre as minhas, deslizei o dedo entre as curvas de sua mão, subi até seu antebraço e desci novamente, ela olhava-me de uma forma que me deixava sem ação, Anna correu para meus braços e me abraçou forte como se aprovasse a minha relação com a mãe, Jéssica questionou:

-Filha, você está suja vai suja a Bia.

-Não tem problema, eu não me importo, adoro quando ela me abraça.

Sorri e Jéssica automaticamente deitou a cabeça em meu ombro, e ficamos ali naquele braço em conjunto por alguns minutos, depois a pequena me chamou para ir ver o que ela tinha feito na areia não era difícil se apaixonar por aquela criança, ela era apaixonante. Ficamos por ali até começar a escurecer, depois seguimos para casa de Jéssica e quando chegamos ela comentou:

-Vou dar um banho na Ana porque ela está cheia de areia, fica à vontade que voltaremos em breve.

Ela me deu um beijo e subiu para o quarto junto com a criança, quando elas voltaram eu estava na sala olhando as fotos, gostava de estar ali naquela casa, pois me sentia em paz, me sentia em casa e não demorou muito Anna desceu a escada correndo com uma caixa na mão perguntando:

-Quer montar quebra cabeça comigo?

-Claro que eu quero, adoro brincar disso!

Sentamos no tapete da sala e ela já foi jogando as peças no chão, Jéssica se aproximou dizendo:

-Se você deixar ela vai te prender metade da noite com isso.

Olhei em sua direção e fiquei sem ação não prestando mais atenção em suas palavras e sim em seu corpo, ela usava uma camisola rendada branca linda que modela seu corpo perfeito, cabelos soltos ondulava quando caminhava descalça em nossa direção, sinceramente ela estava tentando me matar daquele jeito, a puxei para meus braços recuperando a voz e sussurrando em seu ouvido sedutoramente:

-Se você me prender a outra metade entro nesse jogo?

Ela beijara o meu rosto abraçando meu pescoço apenas dizendo:

 

-Só farei isso se você for uma boa menina!

Nome: rhina (Assinado) · Data: 30/11/2016 22:36 · Para: Capítulo 15 – Passeando com elas

Olá. 

Boa tarde 

Bia. ....amei o amor que colocaste no capítulo 

amo sua  estas lindas mulheres. 

Beijos 

rhina 



Resposta do autor:

Obrigada anjo!!

Bjs!

Bia!!



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