O amor e suas conquistas por Bia Ramos


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Quando nos separamos peguei-lhe a mão guiando-a para o sofá, sentei a puxando para meus braços nos entregando mais uma vez as sensações que nosso beijo nos causava, parecíamos duas colegiais inertes ao mundo, descobrindo o primeiro amor.

Assim ficamos por mais algum tempo, sem palavras, apenas nos curtindo com olhares que diziam tudo, depois de algum tempo finalmente começamos a conversar descontraidamente no sofá quando ouvimos barulhos de porta abrindo na recepção, ela ainda tentou sair de meus braços, mas a segurei envolvendo-as com os meus próprios, ela sorriu logo conseguiu desvencilhar de minhas mãos indo para o mais longe de mim ao mesmo tempo sussurrou:

-Bia, estamos no escritório de sua escola...

Levantei indo em direção a onde ela estava decidida a não larga-la mais, corrigi:

-Nossa escola, você também faz parte disso tudo.

-Ok, não podemos ficar assim no nosso ambiente de trabalho é errado e antiético.

-Acaso nunca quebrou regras na vida?

E a beijei novamente estávamos próximas a estante e num movimento meu sem querer deixei cair um porta-retratos no chão quebrando o vidro e fazendo barulho, sorri e Jéssica se afastou, não demorou muito Bianca bateu na porta, Jéssica olhou ansiosa para mim que apenas disse:

-Entre!

Ela entrou e me viu juntando o que sobrara do porta-retratos no chão e viu Jéssica próxima ao sofá e comentou:

-Não sabia que vocês estavam aqui, ouvi barulho.

-Nós almoçamos aqui e enquanto Jéssica fora atender o celular derrubei sem querer isso aqui quebrando-o.

-Quer que eu limpe?

-Não se preocupe eu limpo.

-Ok...

Ela estava de saída quando levantei perguntando:

-Tudo ok com o carro?

-Está sim, só o pneu que furou, mas já mandei trocá-lo.

-Tudo bem, já que chegou...

-Já sei, quer café!

-Você é minha salvação, obrigada.

Ela sorriu e saiu da sala, olhei para Jéssica que estava calada desde então indo na direção dela sorrindo e dizendo:

-Já pode respirar!

Quando me aproximei ela sentou no sofá, sentei ao lado dela comentando:

-Desculpe-me pelo porta-retratos, compro outro pra você.

-Não se preocupe, tenho outros em casa, esqueceu que tenho uma filha pequena, quebra coisas o tempo todo?

-É verdade, mas acho que ela não é tão desajeitada como eu.

Ela me olhou avaliando logo sorriu perguntando:

-Na sexta quando você quebrou aquele mouse, não foi sem querer néh?

Olhei para ela e cocei o queixo sorrindo, fazendo cara de quem não sabia do que ela estava falando, percebendo que eu disfarçava logo disse:

-Nem vem, sei que sabe do que estou falando, foi logo depois de ter visto você com “Amanda”.

Ela dissera o nome de Amanda fazendo aspas com os dedos, apenas conclui:

-Se bem me lembro, foi antes de me aconselhar ir atrás dela, estou errada?

Ela me olhou séria levantando do indo em direção à janela, sorri percebendo que a moça era ciumenta, fui em direção a ela e quando me aproximei bem sentindo o calor de seu corpo, peguei em sua mão e a virei para me olhar, trouxe a mão dela em meus lábios e falei:

-Quebrei aquele mouse porque não tive coragem de dizer que não era atrás de “Amanda” que eu queria ir.

Também disse o nome dela entre aspas, ela demorou e logo sorriu dizendo:

-Estávamos sozinhas aqui, porque não veio falar comigo?

-Se quer saber bem a verdade, eu estava pensando em vir, mas fiquei com medo de levar um fora e acabei desistindo, além de que eu estava com medo de decepcionar seu irmão.

-O que meu irmão tem a ver com isso?

-Somos amigos há muito tempo, ai de repente me sinto atraída pela irmã dele, não sei, senti como se o traísse sabe.

-Entendo, e agora como se sente? Por acaso falou com ele e ele lhe deu permissão para ficar comigo?

Estava nervosa e deu para perceber em seu tom de voz, ela se desvencilhou de meus braços quando ouviu batida na porta indo para a mesa dela ao mesmo tempo em que Bianca entrou.

Seria sempre assim? Ela sempre sairia de meu lado quando estivesse alguém por perto? Bianca nos serviu e antes de ela sair a chamei:

-Bianca!

-Sim.

-André ficou de me passar um relatório antes de ir embora, mas eu tenho um assunto muito importante para tratar com Jéssica, não podemos adiar, por isso peço a gentileza de pegar com ele esse relatório se por acaso ainda estivermos aqui.

-Claro Bia, mas alguma coisa?

-Não nos passar nenhuma ligação. Se precisarmos de você eu chamo, tudo bem?

Me aproximei dela e pelo meu olhar ela entendeu o que estava acontecendo ali e apenas disse:

-Não se preocupe, qualquer coisa me avisa.

-Obrigada.

E ela foi fechando a porta, fiquei algum tempo olhando a porta fechada e me aproximei da mesa sentando do lado oposto ela, estava no computador quando perguntei:

-Podemos conversar agora, já que não seremos mais interrompidas?

-Sim!

Cruzou as pernas e me olhou séria, encostei na cadeira e expliquei:

-A amizade é muito importante para mim, assim como o amor também é, se disse alguma coisa que você não tenha gostado peço que me desculpe, acontece que considero seu irmão muito e estava com planos de pedir ajuda dele para conquistar você, não que eu fosse pedir ordem pra ele, eu apenas queria que meu amigo/irmão tivesse ciência de meus sentimentos pela irmã dele.

Ela me olhava pouco mais calma agora, mesmo assim não dissera nada, levantei de onde estava caminhando até ela e me abaixei segurando em suas mãos sussurrando:

-Lembra na sexta quando nos beijamos? Soube ali naquele momento que a queria em minha vida, não para apenas ficar comigo, eu não gosto desse termo, sei que soa como clichê, mas quero namorar com você, quero que tenhamos uma relação de confiança e sejamos sinceras uma com a outra.

-Está me pedindo em namoro?

-Cedo demais?

Ela sorriu e assentira com a cabeça, sorri tocando seus lábios com os meus e nos beijamos, ela passou os braços em volta de meu pescoço me apertando em seu abraço, quando nos afastamos levantei a levando para o sofá, sentando novamente a trazendo para meu colo perguntando:

-Aquele relacionamento que você teve na faculdade com aquela garota, por acaso se repetiu em um outro momento com outra garota?

Ela passara a mão em meu rosto delicadamente pensando antes de dizer:

-Uma vez depois que minha filha nascera namorei com uma garota por uns seis meses, mas não dera certo, um ano depois conheci outra mulher, empresaria também, ficamos juntas por pouco mais tempo, oito meses senão me engano, também não dera certo, ela não gostava de crianças, percebi tarde demais que minha filha sempre viria em primeiro lugar em qualquer relacionamento que eu tivesse.

-Com certeza, ela chegara primeiro, quem vier depois que tente viver com a possiblidade de dividir o seu coração.

-Foi exatamente o que eu dissera a ela! Como soube?

-Sério?

-Sim, engraçado como você capta as coisas no ar.

-Es um dom e também uma maldição!

-Sua boba.

Sorri e ela se aconchegou em meus braços, depois de algum tempo disse segurando em suas mãos:

-Gosto desse contato, quero conhecer você, quero conhecer sua filha, quero que com o tempo possa conhecer minha família.

-E meu irmão você não quer conhecer?

-Seu irmão eu conheço pelo avesso.

Sorri e ela gargalhou em meus braços, ficamos ali abraçadas e conversando como se o mundo lá fora tivesse parado, no olhar dela via sinceridade e conforto, nos beijávamos e depois do que pareceu horas o celular dela tocou, estava em cima da mesa, estiquei o braço pegando e a entregando, ela se desculpou dizendo:

-É minha baba, preciso atender.

Assenti concordando, ela levantou de meu colo indo em direção a estante onde estava as fotos conversando com a moça, percebi pelo tom de voz que a chamada fora transferida e ela se derretia toda quando falava ao telefone, fiquei observando-a até que deligou o telefone vindo em minha direção, abri os braços em sinal de convite que prontamente aceito sentando-se novamente em meu colo dizendo:

-Minha bebe querendo falar comigo!

-Percebi pelo tom da sua voz, quantos anos ela tem mesmo?

-Quatro anos e meio, sabe Bia... Não ame arrependo de nada do que eu fiz na vida, faria tudo de novo se eu soubesse que teria Ana Clara em meus braços novamente.

Quando ela me olhou, vi um brilho puro e verdadeiro em seus olhos, tirei uma mecha de cabelo dos olhos dela e sussurrei:

-Você é perfeita sabia?

 

Ela delicadamente pousou a mão acariciando meu rosto e me beijou profundamente, meu coração parecia que se acelerava a cada toque dela, não poderia imaginar que encontraria alguém que me fizesse sentir tão bem, nem Amanda fora capaz de causar tal sentimento em mim, e por estar com Jéssica tão pouco tempo e já sentisse aquela sensação, saberia que mais emoções fortes viriam nos meus dias futuros.

Notas finais:

Obrigada meninas, pelo carinho e atenção!!

Beijos



Comentários


Nome: cidinhamanu (Assinado) · Data: 06/12/2016 01:06 · Para: Capítulo 12 – Depois do desabafo

Tanto aconteceu e tanto ainda acontecerá, estou anciosa pelo próximo capítulo, minha criatividade vai a mil com tantas possibilidades.



Resposta do autor:

Cidinha querida!!

Poderia dividir conosco essas suas ideias o que acha?

Continue acompanhando... Muita emoção ainda está por vir!!

 

Bjs 

 

Bia



Nome: patty-321 (Assinado) · Data: 18/10/2016 00:04 · Para: Capítulo 12 – Depois do desabafo
Lindo cap.to encantada com elas.oras quem quiser a mãe tem q querer a filha né? Meu ex amor tem uma filha e eu amava as duas. Bjs


Nome: rhina (Assinado) · Data: 17/10/2016 14:40 · Para: Capítulo 12 – Depois do desabafo

 

Olá. 

Dona Bia....Dona Bis....

És encantadora....E passaste tudo para sua personagem 

Ou a vida imita a arte?

Parabéns. .

Beijos. 

Rhuna



Nome: lis (Assinado) · Data: 17/10/2016 05:29 · Para: Capítulo 12 – Depois do desabafo

Boa noite Bia, tudo bem? Belo capitulo lindo essas duas juntas e se entendendo, obrigada pela dica das suas outras histórias, mas devo confessar que já li todas e são maravilhosas rs. Parabéns por elas tb.



Resposta do autor:

Lis querida...

Estou ótima e você?

Eu que agradeço o carinho e a atenção!!

Beijo enorme!!

 

Bia



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