A vida no mundo perdido [em hiatus] por charliefgrosskopf


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Quarta-feira, 09 de novembro de 2016

 

Amanda prendeu o telefone entre os dentes enquanto procurava as chaves dentro da mochila, era estranho tentar se acostumar com um lugar novo. Até mesmo o calor era diferente, o ar era bem mais úmido, isso fazia o suor ficar pegajoso. A água não simplesmente evaporava como deveria, isso irritava Amanda com toda aquela unidade. Amanda ainda não tinha achado as chaves quando a porta a sua frente foi destrancada e Clara apareceu sorrindo na porta.

- Problemas com a chave?

- Minha mochila está cheia demais.

- Esvazie um pouco - Clara deu um passo para o lado - Entre de uma vez.

- Você é muito delicada - Amanda resmungou e entrou - Eu trouxe refrigerante.

- Você gosta mesmo de refrigerante - Clara sorriu, ela achava que Amanda era provavelmente a mulher mais adorável que ela conheceu - Não se cansa de beber isso?

- Não, claro que não me canso - ela sorriu e andou até a cozinha e pegou um pouco de água - Eu não costumo me cansar de coisas boas.

Clara riu baixo. Amanda deixou o copo no lugar e foi para o banheiro, ela sempre tomava um banho antes de jantar. Fazia poucos dias que elas se conheciam, mas já tinham conseguido se ‘ajeitar' em uma boa rotina.Amanda gostava de rotinas. Não era uma coisa simples ou fácil, mas claro que estabelecer uma rotina ajudava ela a se acostumar com uma grande mudança.

E, para sua grande surpresa, Clara era parecida com ela. E o que era mais surpreendente dessa semelhança: era ótimo. Amanda estava acostumada a conhecer pessoas que eram o seu oposto, ou ao menos bem diferentes. Provavelmente isso tinha algo a ver com o velho "opostos se atraem", um princípio que pode ser aplicado para qualquer tipo de relacionamento, incluindo os não românticos. Por isso era uma certa surpresa para Amanda.

Apesar de todo o caos na sua vida, Amanda tinha que admitir: aceitar aquela vaga foi uma das melhores decisões de sua vida.

 

Sexta-feira, 18 de novembro de 2016

 

Amanda estava deitada no sofá, era um móvel pequeno e por isso os pés da psicóloga estavam para fora do sofá. A TV estava ligada em uma altura bem-baixinha, o som das páginas sendo viradas soava mais alto que o da TV. O apartamento não era no centro da cidade, então não era em um lugar realmente barulhento. Amanda gostava disso, ela havia se acostumado com os barulhos do Rio de Janeiro.

Aquela tranquilidade fazia ela se lembrar das noites tranquilas com Simone, noites silenciosas onde o som mais alto que se podia ouvir era a respiração calma da garota. Ela também se lembrava ouvir o ronco do motor da geladeira, as folhas da árvore se movendo com o vento e ocasionalmente ouvia o som baixo de um trem passando a distância.

A chegada de Clara tirou Amanda das memórias que podiam realmente machucá-la.

- Então Carioquinha, eu não sei se você bebe ou não, então eu trouxe duas opções - Clara falou e ergueu as mãos, na mão direita ela tinha uma garrafa de vidro de bebida alcoólica e na mão esquerda tinha uma garrafa de um litro e meio de coca-cola.

- Eu não bebo muito.

- Só um pouco, não vamos ficar bêbadas - ela sorriu e colocou as garrafas na mesa-de-cabeceira - Vai me acompanhar?

- Um ou duas doses.

- Ótimo!

Clara pegou dois copos de vidro e colocou um pouco de vodka em cada um, se sentou no sofá ao lado da psicóloga e entregou um dos copos. Amanda deixou o livro na mesa-de-centro, sentou e aceitou o copo. Ela cheirou a bebida, era forte e incomodou seu nariz. Passou a língua entre os lábio e viu Clara virar o copo, engoliu seco, se sentindo estranha por estar prestes a definitivamente se embebedar, então bebeu o líquido. Sentiu como fogo líquido passando na sua garganta, tossiu brevemente e Clara riu.

- Podemos falar um pouco sobre você? - Clara perguntou.

- Seu plano é me embebedar e tirar todas as informações sobre mim?

- Funcionaria? - Clara colocou mais bebida no próprio copo e depois no de Amanda.

- Talvez - bebeu a segunda dose.

- Então, Carioquinha, deixou namorado no Rio? Ou uma namorada?

- Ex.

- Ex-o-que?

- Um ex-namorado e uma ex-namorada.

- Então corta pros dois lados?

- Não tenho um rótulo, na verdade, eu não costumo pensar sobre isso.

- Acredito que você não tenha uma lista grande de pessoas com quem você namorou.

- Por que?

- Porque as pessoas costumam dizer "meu" ou "minha" ex. Você especificou um e uma ex, estou errada em dizer que você só namorou duas pessoas na sua vida?

- Está bem,eu não tenho um grande histórico de namoros.

Clara sorriu. Elas sequer tinham chego na metade da garrafa quando Clara perdeu a paciência de colocar nos copos e então começaram a beber diretamente da garrafa. Clara se sentiu um tanto surpresa quando percebeu que Amanda conseguia colocar uma boa quantidade de bebida para dentro, afinal, a psicóloga parecia definitivamente o tipo "fofa demais para aguentar mais de duas doses".

Depois de conversar um pouco mais e beber bem mais, Clara acabou saindo do sofá e pegou a outra garrafa de vodka que tinha guardada. A bebida não parecia mais ter um gosto tão forte depois de tantas doses. elas acabaram se aproximando enquanto bebiam.

Clara colocou a garrafa vazia na mesa-de-centro, Amanda seguiu ela com o olhar. Clara voltou a posição interior,estava tão perto da psicóloga que quase estava sentada em seu colo. Considerando o quanto estavam bêbadas, é possível dizer que foi um tanto previsível quando Clara se aproximou e a beijou. Amanda não hesitou mais de uns dois segundos para segurar a cintura da mulher enquanto correspondia ao beijo.

- Para quem só namorou duas pessoas, você beija muito bem - Clara murmurou quando se afastou um pouco.

- Provavelmente beijar não é a única coisa que eu sei fazer bem.

- Você está flertando?

- Estou tentando.

- Se o objetivo do seu flerte é me levar para cama, você está indo incrivelmente bem.

- Precisa ser na cama?

- Pode ser aqui mesmo - Clara a empurrou pelos ombros, obrigando a psicóloga a deitar no sofá - Eu amo a versão bêbada de você...

 

Sábado, 19 de novembro de 2016

 

A luz do sol incomodou Amanda, atingindo seus olhos sensíveis. Ela gemeu, sua cabeça estava pulsando, ela virou o rosto lentamente e o afundou no travesseiro macio. Não era a primeira vez que ela acordava com ressaca, mas isso não fazia parecer menos dolorido. Ela se arrastou para fora da cama, tomou cuidado para não pisar em Clara, provavelmente a mulher caiu da cama no meio da noite. Ela decidiu fazer o café-da-manhã.

- Ei - Clara falou e se jogou no sofá - Argh, ressaca.

- Café, pão e um analgésico, servida?

- Absolutamente - Clara gemeu - Você fez café? Achei que você não bebesse café.

- Eu não bebo muito café, mas é claro que eu sei fazer. Não é dos melhores, mas não é tão ruim assim.

- Qualquer café vai descer agora - Clara levantou e foi para a cozinha - Está cheirando bem.

- Obrigada - sorriu levemente, Clara parou ao seu lado, o clima era tenso e um tanto estranho. Não chegava a ser desconfortável, só era um pouco esquisito - E agora?

- E eu sei? Eu não costumo transar com colegas de apartamento.

- Nem eu.

- Você morava com a sua irmã, graças a Deus que você nunca transou com a sua colega de quarto.

Amanda riu baixo e cuidadosamente colocou água quente no filtro para terminar de fazer café. Mesmo sendo sábado, Clara precisava sair e ir à clínica. Por isso, Amanda se jogou no depois que a mulher saiu, a cabeça jogada para trás e encarando o teto branco. Ela realmente não fazia ideia de como aquilo ficaria. Não que fosse um grande problema transar com alguém, mesmo que soasse como algo completamente fora da sua personalidade, o problema não era: por que ela havia deixado aquilo acontecer?

Clara era bonita e divertida, perfeitamente atraente, provavelmente era bem compreensível que aquilo acontecesse. Porém, entretanto, todavia, Amanda havia demorado meses para que ela tivesse a primeira vez com Simone e sequer fazia um mês que ela e Clara se conheciam.

O toque do telefone tirou ela daquela rede de pensamentos, viu o nome de Mar na tela do telefone e atendeu:

- Ei, como vai?

- Bem, acho, que dizer, eu acho que, hm, preciso de um conselho.

- Eu cobro por hora - Mar riu baixo - Conselho sobre o que?

- Sobre a Ana. E sobre a Julia.

- Ô Ana Julia aaah - Amanda cantarolou baixinho.

- Cala a boca.

- Eu não resisti - Mar imaginou que provavelmente Amanda sorriu, ela estava certa - Enfim, por que você precisa de conselho sobre a sua namorada e sobre a minha irmã?

- Há um pouco mais de uma semana, eu fui no seu apartamento como você pediu. A Julia estava e eu... eu meio que transei com ela.

- Você ‘meio' que transou com ela?

- É...

- Ninguém ‘meio que' transa com alguém.

- Achei que seria estranho apenas te falar "eu transei com a sua irmã".

- Seja mais direta, por favor.

- Está bem. Eu transei com ela, ou seja, eu trai a Ana.

- De novo.

- Eu não estava namorando com ela quando eu transei com a Bia.

- E ela não se sentiu traída? Você não sentiu que errou?

- Está bem, vamos contar como traição.

- E a Ana já sabe isso?

- Claro que não.

- E você vai contar para ela?

- Eu não sei.

- Não sabe?

- Ela não vai me perdoar se souber que eu fui pra cama com outra garota!

- Talvez ela perdoe.

- Ela vai me odiar.

- Talvez.

- Eu não posso contar.

- Porque tem medo dela não te perdoar.

- Medo dela nunca mais querer falar comigo. Eu realmente gosto dela.

- Você a ama?

- Sim.

- E você traiu ela do mesmo jeito?

- É...

- Você sabe o quanto isso vai machucar ela.

- Eu sei, mas eu a amo e...

- Eu não quero dizer que você não ama essa garota. As pessoas erram. Talvez você tenha que no mínimo ser sincera.

- Mesmo que isso signifique perder ela?

- Principalmente se isso significa perder ela. Quanto mais tempo você esconder isso dela, mais tempo você vai mentir e menos chance de ser perdoada você tem.

- Eu preciso dela, entende?

- Claro que eu entendo - depois de alguns momentos de silêncio, Mar perguntou baixo.

- Você sente falta dela, não é?

- O tempo inteiro.

- Você já ligou?

- Milhares de vezes. E mandei um monte de mensagem, deixei recados na caixa postal. Ela está me ignorando. Ela não vai mais falar comigo.

- Ela só está chateada porque você se mudou. Sabe, porque ela te pediu para ficar.

- E eu fui muito egoísta vindo...

- Não, não, você não foi egoísta fazendo isso. Você raramente pensa em si mesma como prioridade. Às vezes o que é melhor para você naturalmente machuca outra pessoa.

- Eu machuquei a Simone e a Julia.

- A Julia poderia ter ido com você.

- A vida dela é aí.

- A sua também era.

- Eu sei... Eu vim e perdi as duas.

- É a sua irmã e o amor da sua vida, você acha que realmente perdeu elas?

- Eu não sei.

- Se você acha que talvez a Ana me perdoe depois de tudo que eu fiz, como você também acha que perdeu elas? Olhe, a coisa mais errada dessa história é você ter quebrado as regras do seu trabalho e ter se envolvido com uma paciente. E você se importou? De verdade, você se importou de perder o seu trabalho?

- Não...

- E quando elas te pediram para ficar, você não ficou para não perder o seu trabalho ou para não perder a coragem de tentar cuidar um pouco da sua própria mente?

- Não perder a coragem.

- Então pare de se culpar e de achar que acabou. Se eu fiz coisas realmente ruins e você ainda acredita em mim...

- Eu também fiz coisas ruins.

- Em crises onde você não era você mesma. Você não fez coisas ruins, foi o TEI.

- Não foi o TEI que decidiu que eu largaria tudo e viria.

- Não foi uma decisão ruim. E eu não vou me arrepender por ter te dito que você deveria agarrar essa oportunidade e ir.

- Talvez tenha sido um bom conselho.

- Claro que foi. Veja o lado bom: você está longe do Arthur.

- Foi por causa dele que você me deu esse conselho?

- Também...

- Mar?

- Não foi só por causa disso, mas foi um grande motivo. Eu senti como se... seria culpa minha se eu não tentasse te convencer a ir e então ele te machucasse.

- Você nunca seria a culpada, não precisa se sentir assim.

- Eu sou muito boa em me sentir culpada, acho que você sabe como é.

- Sim, eu sei...

- Eu acho justo que você diga se tem alguma novidade por aí.

- Na verdade não...

- Sua voz soou estranha, o que você está escondendo, doutora?

- Ah...

- Amanda!

- Eu já falei sobre a Clara, certo?

- Uhum, sua colega de quarto que parece maravilhosa.

- Sim, sim. Digamos que nós bebemos um tanto ontem.

- Quanto?

- O suficiente.

- O suficiente para vocês transarem?

- Você é muito direta, Marisa.

- Eu sei, baby. Transaram ou não?

- Sim.

- Eu tenho a impressão de que foi ela que começou.

- Por que?

- Porque você é muito fofa para atacar alguém e começar o sexo.

- Olhe aqui...

- Não preciso saber quantas vezes você começou. Mas dessa vez não foi você.

- Está bem, não fui eu.

- E como o clima entre vocês ficou?

- Um pouco estranho, mas nada demais. As coisas se ajeitam depois.

- Você está tentando seguir em frente?

- Acho que é isso que as pessoas fazem, não?

- Sim, é isso que as pessoas fazem.

 

Terça-feira, 29 de novembro de 2016

 

- Como vai a vida por aí? - Amanda perguntou assim que atendeu a chamada.

- Não muito bem.

- Você contou para ela?

- Contei, ela terminou comigo.

- Você já sabia que ela provavelmente terminaria contigo.

- Ela foi embora.

- Claro que foi.

- E eu acho que ela não vai voltar.

- Isso você não sabe.

- Você não voltou para Simone depois de terminarem.

- Como se ela fosse deixar. E ela que terminou, ela que deveria voltar.

- Na maior parte das vezes em que vocês brigaram, mesmo que você estivesse certa, você que voltou.

- Ela é orgulhosa demais. E você que disse que seria melhor eu vir.

- Não estou dizendo para você voltar. Só estou dizendo que se você não voltou, porque a Ana voltaria?

- Porque você já traiu ela uma vez e ela voltou, você já bateu nela e ela voltou. E eu...

- Você disse que ela deveria ficar longe um tempo e ela voltou em menos de uma semana.

- Então! Se ela te perdoar, eu juro que arranco a sua pele se você machucar ela de novo.

- Eu sei... Você perdoaria?

- Meu maior defeito é dar todas as chances.

- Provavelmente essa é a sua maior virtude, não acha?

- Talvez.

- Por isso você fala comigo?

- Foi você que se afastou, foi você que sumiu. E você apareceu, por que eu não falaria contigo?

- Por ter magoado a Julia?

- Você magoou ela por não contar o que aconteceu e ter se afastado.

- Eu não...

- Você não teve coragem, eu sei. Você não é a primeira pessoa que conheço com esse tipo de trauma, a diferença é que você não precisa me pagar para que eu tente te ajudar.

- E funciona? Quando você tenta ajudar?

- Na maior parte das vezes.

- E nas outras vezes?

- Nessas vezes só a terapia não funciona.

- Remédios...

- Às vezes eles ajudam - Amanda começou a puxar os pelos do tapete - Você deveria tentar, sabia? Um terapia de verdade.

- Eu já converso com você.

- Você conversa comigo. Você fala, eu falo, você tenta me ajudar, eu tento te ajudar. É diferente. Quer dizer, você não conversa comigo como se eu fosse sua psicóloga, certo?

- O que? Não! Você é minha amiga, pelo menos eu considero isso. Posso?

- Claro. Você realmente deveria tentar uma terapia.

- Você já fez isso? Uma terapia?

- Algumas vezes, quando eu tentava remédio depois de remédio.

- E você aprendeu a controlar.

- Sim, a última vez que tentei algum remédio, eu quebrei o braço.

- Você quebrou o braço?

- Eu não conseguia comer porque ficar enjoada demais, então eu acabei desmaiando e rolando na escada. Foram uns quarenta dias sem o meu braço direito, nada agradável. Então desistimos.

- E é muito difícil controlar?

- Eu não sei se eu controlo, eu tenho medo. Eu sei que é destrutivo, então tento não deixar sair. Às vezes não dá muito certo e alguém se machuca.

- Normalmente você consegue segurar.

- Normalmente. Mas quando não consigo, alguém sai sangrando e costuma ser alguém que eu me importo.

- Ou você mesma.

- É menos pior quando sou eu.

- Fale isso para os espelhos que você já quebrou. Tanta coisa pra socar, tipo uma almofada ou um travesseiro, por que o espelho?

- Eu não sei - olhou para a própria mão, mexeu os dedos, podia ver as pequenas cicatrizes - Minha mão deve ter uma atração fatal para coisas cortantes.

- Um dia você ainda vai se machucar muito feio por causa disso.

- Eu já quebrei o polegar socando uma parede.

- Deixou ele entre os dedos?

- Uhum.

- Isso é estúpido.

- Eu tinha quinze anos.

- Continua sendo estúpido.

- Obrigada, gênio.

- Sorry-not-sorry... Sabia que eu sinto sua falta?

- Acho que só você sente.

- Claro que não, mesmo que a Julia e a Simone sejam duas babaquinhas, elas definitivamente sentem sua falta.

- Obrigada por isso.

- Você não precisa me agradecer.

 

Quinta-feira, 01 de dezembro de 2016

 

- Estou bem, claro - passaram alguns segundos de silêncio.

- Sua voz não parece a de alguém que está bem, aconteceu algo?

- Não, está tudo bem.

- Marisa.

- Bem, é que algumas coisas não estão indo perfeitamente do jeito que deveria.

- Por que você e a Ana terminaram?

- Não exatamente.... É um certo problema com a Simone. A Julia não queria te contar...

- Pare de enrolar e fale de uma vez.

- É que...

- Marisa.

- A Simone, hm... ela meio que...

- Meio que?

- Ela tentou se matar.

- Ela o que? Quando? Como?

- Terça... Na verdade eu não tenho certeza que ela realmente tentou, acho que ela só cortou fundo demais.

- E como ela está?

- Eu não sei, eles ligaram para a mãe dela e aquela mulher aparentemente proibiu qualquer tipo de visita - ela só ouviu Amanda suspirar - Amanda?

- Hm.

- O que você vai fazer?

- Eu não sei, eu não faço ideia - Amanda respirou fundo - Eu deveria voltar? Mesmo que a Julia vá me odiar por isso e que a Simone provavelmente não vá falar comigo.

 

- Acredito que você deveria fazer o que o seu coração manda... okay, foi uma frase clichê, mas é verdade. Só faça, Amanda, só faça.

Nome: rhina (Assinado) · Data: 21/04/2017 15:34 · Para: 12. Os Dias na Admirável Vida Nova

 

Oi.

sabe......amo a amizade de Amanda e Júlia. ....

mas amo de maneira especial o carinho e o cuidado da Amanda e da Mar. ....

 

Rhina



Resposta do autor:

Oi

Elas tem uma amizade que todo mundo deveria ter

A Amanda tem essa tendência enorme de ser protetora e a Mar tem um tanto desse lado por mais bad girl que ela aparente 



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