Ela é naturista por dyh_c


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-- Não vejo à hora de ver sua gata nua de novo! -- era meu colega de trabalho tentando me provocar.

 

-- Bruno, já pedi! -- olhei-o com um olhar reprovador.

 

-- Que curvas, que seios, que bundinha empinadinha... -- ele insistia.

 

-- Se continuar fazendo essas brincadeiras irei parar de falar com você, tudo tem limite! -- já estava brava.

 

-- Calma nervosinha, estou brincado! -- falou sorrindo.

 

Devo ter muita paciência mesmo, trabalhar o dia todo com homens dar nisso, e pior, ter e dar liberdade demais.

 

-- Pillar que horas sairemos? -- Ivan o fotógrafo perguntou.

 

-- Cedo Ivan, espero que não se atrase igual à última vez! -- ele concordou com a cabeça e saiu.

 

Observei cada componente da minha equipe sair da sala de reunião, peguei meu celular na intenção de ligar para Liara, mas desisti, ligaria quando chegasse em casa, mas não deixei de admira-la no visor do celular.

 

Liara era morena de cabelos pretos e compridos, seus olhos escuros e brilhantes. Ela tinha uma voz suave e um jeito meigo de ser. Seu corpo escultural com curvas e seios proporcionais, uma estatura mediana, mas com atitude e sensibilidade fora do comum.

 

A foto no visor era eu a abraçando, ela com um vestidinho amarelo e sorridente. Também estava sorridente ao lado dela, na foto eu vestia um jeans e uma camiseta preta, minha pele ao lado dela transformava-se em um belo contraste, por eu ser muito branquinha, meus cabelos castanhos claros e meus olhos verdes.

 

Guardei o celular na bolsa, peguei minhas coisas e fui para casa.

 

No dia seguinte, eu e minha equipe faríamos algumas reportagens em uma comunidade mais conhecida como Aldeia de Naturismo, ficava poucas horas de viagem da capital, onde morava Liara minha namorada.

 

Todo ano acontecia o Encontro Naturista. O primeiro ano que esteve presente a imprensa foi exatamente há um ano atrás, quando fui com minha equipe e fizemos a primeira cobertura sobre o evento.

 

Com tanto sucesso da matéria na TV e a repercussão positiva que houve, iríamos fazer a cobertura do evento pelo segundo ano consecutivo, dessa vez além do jornal na TV, também escreveria em uma coluna do jornal impresso, sem falar nos sites que havia “ganhado” algumas propostas para escrever sobre o assunto neste ano.

 

Estava ansiosa pelo evento, pois sabia que minha namorada havia trabalho muito para a realização do mesmo.

 

*****

 

Lembro-me que um ano atrás fiz o maior barraco com meu chefe, nunca escolhia uma matéria ou exigia algo, mas quando ele citou o nome Naturismo e praia nudista, não queria fazer a matéria de forma alguma. Minha mente era restrita demais sobre este assunto, como se não conseguisse dar uma oportunidade para conhecer a filosofia e as pessoas que praticavam.

 

Mas o bom da vida é que às vezes acharmos que vai dar tudo errado e acontece o contrário. Foi exatamente o que aconteceu comigo, a última coisa que pensei que aconteceria era me apaixonar, estava com 25 anos e não tinha vivido uma grande história de amor daquelas que sempre alguém tem uma para contar.

 

Quando vi Liara pela primeira vez senti que tinha conhecido a mulher da minha vida. Ela era a responsável por nos hospedar e nos ajudar em tudo que fosse preciso para nosso trabalho ser realizado na cobertura do evento.

 

Naquele dia havia chegado estressada, não queria ver e nem conhecer ninguém naquela hora, mas aquela mulher de beleza incomum e nua... Não sabia nem o que pensar, muito menos desviar meus olhos dela, e outra, ela foi extremamente doce e simpática, já eu... Estava com um mau humor daqueles e fui até um pouco sem paciência com ela, mesmo estando encantada.

 

Minha aproximação com Liara foi lenta, nos três dias que passei no primeiro Encontro Naturista tentei me aproximar dela, não foi uma missão fácil, até porque tive que conquistar sua confiança. Ela era muito profissional e não dava abertura para nenhum tipo de conversa a não ser sobre o Naturismo, esses dias percebi que realmente ela era apaixonada por essa filosofia de vida. Entre nossas conversas comecei a entender e apreciar a coragem e atitude que todos da comunidade tinham para divulgar e adquirir novos adeptos.

 

Em momento algum ela comentou ou desprezou minha cultura.

 

Nesses dias me percebi interessada emocionalmente pela minha “guia”, achava todas suas atitudes lindas e sua atenção comigo então...

 

O mais difícil era admitir para mim mesma que estava começando a me apaixonar em tão pouco tempo por alguém tão diferente de mim, e que dificilmente me corresponderia.

 

Não me reconhecia mais, meu coração já pertencia a ela, mas em nada ela percebia meu interesse nesses dias. Seria difícil ter alguma relação com ela, mas no último dia do encontro tive a oportunidade e aproveitei. Em um momento que estivemos só, tentei ser o mais simples possível, e claro, também delicada ao falar sobre meus sentimentos.

 

Confessei meu interesse e ela não acreditou, até riu de mim no primeiro momento. Lembro que fiquei um pouco brava, mas não demonstrei minha decepção, pois tentava entender e até ver pelo lado dela. Nessa primeira vez que fui a Aldeia não aconteceu nada fisicamente entre nós, pois sentimentalmente...

 

Depois de dias voltei para visitá-la, como quem não quer nada, só para ela não se esquecer de mim. Realmente não parava de pensar nela no trabalho, em casa, até quando saia com meus amigos em momentos raros.

 

Nessa minha segunda e rápida visita, conquistei certo crédito com ela, que começou acreditar no meu sentimento. Ainda não foi dessa vez que aconteceu algo entre nós, mas conversamos bastante sobre relacionamentos e ela confessou que estava solteira, tinha 21 anos e nunca havia se apaixonado também.

 

Nessa visita fiz um “social” com sua família, eram gentis e me receberam muito bem, apesar de ainda não está me sentindo a vontade para me permitir a ficar nua, pois era obrigatório após a primeira visita, eles me entenderam e até simpatizaram comigo, nem preciso dizer como fiquei feliz né?!

 

Saí de lá cheia de esperanças, pois abri meu coração para sua mãe, minha futura sogra na época foi bem consciente, até me ajudou dando conselhos. Pois é, conquistei a mãe antes da filha.

 

Ela estranhou a Liara nunca ter contado nada, lá fui explicar, que a própria aqui, estava dando em cima da filha dela, que havia se apaixonado e estava tentando conquistá-la. Nunca tinha sido tão sincera na minha vida, corri sério risco de ser odiada de “cara”, mas minha sogra havia gostado tanto de minha atitude em dizer-lhe sobre meu sentimento, que me convidou para voltar assim que eu pudesse, mas desta vez para ficar em sua casa, e naquele dia minha sogrinha havia me conquistado também.

 

Passei dois meses indo visitá-la, mas como amigas, pois o crédito que ela havia me dado era limitado. Sempre ia quando tinha uma folga, isso era muitas vezes no meio da semana, para minha “sorte” ela fazia faculdade pela manhã, acabava passando pouco tempo com ela e mais com seus pais, já que os dois irmãos dela também estudavam.

 

Nosso primeiro beijo aconteceu três meses após nos conhecermos, nem sei como aguentei ficar tanto tempo perto dela. A nossa primeira vez demorou mais um mês.

 

O tempo todo de namoro vivíamos em um love eterno, nos víamos todo fim de semana. Quando não dava para eu ir, ela vinha para a capital me ver, era apenas 4h de viagem. Amava quando ela vinha porque ficava o dia todo nua em minha casa, às vezes ela ria com alguma piadas minha, outras, ela ficava brava e eu tinha que fazer mil carinhos para ela me perdoar.

 

 

Os pais dela me aceitavam assim como os irmãos, um dia levei meus pais para conhecê-los. Tudo parecia perfeito em nossas vidas, eu já tinha um apê aconchegante, mas ela continuava morando na Aldeia Naturista.

 

Mas no dia seguinte iria matar as saudades dela e rever seus familiares, e claro,  também trabalhar.

 

*******

 

Quando cheguei em casa após um banho liguei para ouvir a voz da minha namorada antes de dormir.

 

-- Oi, amor! -- falei, ela deveria está dormindo, pois demorou a atender.

 

-- Pillar, estava dormindo! Pedi pra não ligar tão tarde! -- reclamou.

 

-- Desculpa, estava em reunião!

 

-- Tá bom, fazer o quê né?! De que horas você vem, amor? -- a voz soava roca de sono.

 

-- Pela manhã chegaremos aí.

 

-- Vou te esperar no estacionamento.

 

-- Pode esperar amor, estou morrendo de saudades! -- confessei.

 

-- Eu também, mais de 15 dias sem tiver... -- ela falava, sentia a frustação e excitação dela.

 

-- Imagino querida, amor... -- tentava criar coragem para falar o que pensava.

 

-- Fale carinho! -- sua voz doce pedia continuação.

 

-- Por favor, usa biquíni?! -- pedi como quem não quer nada.

 

-- Não acredito que está me pedindo isso de novo! Já conversamos exaustivamente sobre esse assunto... -- agora estava brava.

 

-- Mas amor, meus colegas... -- ela não me deixou concluir.

 

-- Não vem de novo com isso Pillar. Pensei que já tivesse entendido!

 

-- Mas entendo, só não quero que meus colegas vejam você nua!

 

-- Agora quem não quer conversar mais sobre o assunto sou eu, boa noite! -- desligou na minha cara.

 

Concordo que mereci, sempre insistia mesmo sabendo que ela não mudaria, sabia também que faltava com respeito a ela quando tentava mudá-la, no dia que levei meus pais para conhecê-la pedi a mesma coisa, ela teve a mesma atitude. Era fato que ela não mudaria e sim eu que precisava mudar, mas com toda minha resistência ainda não sabia como.

 

 

Demorei a dormi pensando nela, mas tinha certeza que quando a visse essa nossa diferença era esquecida, tanto da minha parte quanto dela.

 

Notas finais:

Olá, meninas!!

Voltando, Feliz 2017!!

Bom, essa estória são poucos capítulos, já havia postado há um tempo atrás, trata-se de mais uma visão contra mais um tipo de preconceito.

 

Bjss



Comentários


Nome: cidinhamanu (Assinado) · Data: 14/01/2017 21:58 · Para: Capitulo 1: Contando o Início

Hey dyh, tudo bem querida!!
Gostei, o título e a sinopse dessa história me chamou a atenção, vou ler.
É uma situação bem delicada essa néh, elas são bem diferentes, Liara tem sua cultura e Pillar a dela.
Mas acredito eu que o amor pode superar tudo e que elas saberão se adaptar dentro da cultura uma da outra.
Pillar terá que ter muito jogo de cintura para aguentar as provocações dos colegas, se o amor que uma sente pela outra for verdadeiro,tenho certeza que elas conseguirão vencer os obstáculos. 

Beijos e um ótimo fds querida!!
Cidinha.



Resposta do autor:

Olá, cidinhamanu!

Acho que a maior lição desta história é que o amor supera tudo, algumas mentiras contadas por terceiros pode detonar um grande amor, e outras, algumas situações como desta estória são obstáculos, mas se for amor de verdade, a confiança e a persistência vence.

Boa semana para você!

Bjss



Nome: rhina (Assinado) · Data: 12/01/2017 13:31 · Para: Capitulo 1: Contando o Início

 

Viver nu.....o tempo todo....em todos os lugares e em todos momentos diários.

Na rua...na sala....no comércio.... Na cozinha....

Ai ai.... Não é fácil.....

Gostei ....vou ler

Rhina



Resposta do autor:

Oie, rhina!

É fácil quando nasce ou cresce já nete ambiente, para se adaptar depois que "grande" para alguns é impossível. 

Espero que goste dos capítulos restante.

Bjss



Nome: annagh (Assinado) · Data: 09/01/2017 04:01 · Para: Capitulo 1: Contando o Início

Ola Autora!!!

O título dessa história me chamou a atenção. Não sou preconceituosa, mas sinceramente eu jamais namoraria uma mulher como Liara.

Acho que tá faltando respeito sim da parte de Liara.  Nem na frente dos pais de Pillar ela colocou um biquíni???? Ninguem merece  ter uma namorada onde todos os colegas de trabalho ja viram nua!!! Nao...nao...nao...sou contra esse negocio. Vou continuar a ler essa historia sabendo de antemão que vou morrer de raiva...aff...Pillar é muito sem noção. ..sem moral pra namorada...kkkmkk

Beijo Autora.



Resposta do autor:

Oie, annagh!

Tudo bem?

Então, é uma situação bem delicada, elas são bem diferentes, mas o amor pode superar tudo. Acho que eu namoraria viu?! Falando por mim, quando estou apaixonada quero nem saber das consequências, apesar de meu lado racional dizer seja complicado e difícil da parte dos ciúmes.

Até entendo a Liara, não é querendo defender a personagem, mas pensando em alguém real, eu veria pelo lado da pessoa. Quando a pessoa já nasce em uma filosofia "diferenciada", falo não apenas do naturismo, mas de qualquer outra cultura, não é fácil a adaptação para a sociedade. Isso é um tabu para nós, mas é algo tão sem importância para quem faz parte dele(naturismo).

Talvez você fique com um pouco de raiva haha, mas no fim, você possa ter a visão um pouco diferente, não mudando sua opinião inicial, mas sim entendendo a personagem. De qualquer maneira é uma situação complexa para quem não vive no meio, te entendo.

Bjss, espero que continue acompanhado!



Nome: Mille (Assinado) · Data: 08/01/2017 21:16 · Para: Capitulo 1: Contando o Início

Ola Dyh

Gostei do inicio e já deu para ver que a Liara não quer ser modificada e a Pillar terá que ceder mesmo aguentando as provocações dos colegas. 

Bjus e até o próximo



Resposta do autor:

Oie, Mille!

Tudo bem?

É uma situação bem delicada, Liara tem sua cultura e Pillar a dela. Apesar de tanta diferença elas se amam, uma das duas precisará se adaptar a vida da outra, essa estória é apenas uma visão que o amor pode superar obstáculos.

Bjss, até mais!!



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