The butcher por Rose SaintClair


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Ele caminhava lentamente, suas pequenas mãos segurando as duas canecas com líquido fumegante. Esperava que hoje fosse um dia bom e que ela estivesse de bom-humor. Olhou para a porta do deck e suspirou de alivio notando que a mesma estava entreaberta. Qualquer erro seria motivo para uma nova punição. A latina estava sentada confortavelmente com um livro aproveitando os poucos raios de sol que espantavam o frio do outono na pacata cidade de Roseland em New Jersey. O menino se aproxima e coloca as duas canecas na cerca de madeira e, por um momento, olhou os pinheiros a sua frente. Se fosse um menino comportado, ela o deixaria brincar no bosque. 

Quem disse que poderia fazer para você também? -  ele se assusta com a voz grave ao seu lado. 

Eu... eu... t... t... – sua gagueira piorava quando estava com medo.

Tttttttttt – ela desdenha. – Eu já disse a você que falasse direito garoto. - um súbito puxão no seu cabelo faz o menino gritar. Bruscamente a mulher agarra uma das canecas levando a boca do garoto, fazendo beber o líquido flamejante em apenas um gole. Ele grita e o chocolate quente queima sua boca e todo o seu pescoço. Sua camiseta fica encharcada e grudada ao corpo. – Toma tudo! Bebe senão vai ser pior. – com ela ainda agarrando seus cabelos e apertando a caneca nos seus lábios ele chora e pensa que um dia tudo mudaria.

A agente do FBI Ashley Rodriguez estava possessa! O açougueiro ou “The Butcher” como a imprensa o chamava havia ludibriado toda a sua equipe. O indivíduo mudou o modus operandi e a fez de palhaça. Sim, Ashley levava isso para o lado pessoal. A empatia da detetive a fazia se colocar no lugar das vítimas e principalmente de suas famílias. Seu grande coração era a sua principal arma, mas também o seu maior defeito. Mesmo tendo a maior porcentagem de crimes resolvidos da sua unidade, a sua impulsividade a colocava muitas vezes em risco.

Seus olhos corriam pela plateia repleta de jornalistas. Seu chefe, capitão Ryan Clancy, estava respondendo as inúmeras perguntas e ela estava séria a sua direita.

— É verdade que vocês não têm a mínima ideia de quem seja o assassino? – sua atenção foi fisgada pela a loira que perguntava. “Bonita.”. Mas não é apenas a beleza que chama atenção e sim a sagacidade do seu olhar inquisidor.

— Estamos no caminho certo e novas pistas chegam todo dia – o capitão tentava enrola-la, mas a jornalista não se dava por vencida.

— Mas segundo uma fonte o caso está estagnado do mesmo modo que estava quando encontraram a primeira vítima...

— Isso não é verdade. – a agente toma o microfone.

— Parece que o FBI não faz nada e não se importa com as vítimas. – a loira transbordava arrogância o que instigou a agente a quebrar aquela postura. “Se fosse com beijos seria melhor ainda!”.

 – A cada dia estamos mais perto do assassino, que nada mais é que um covarde por fazer o que faz com as mulheres. Cada vítima tem um rosto, cada vítima tem uma história, cada vítima tem uma família... e é para essas famílias que eu afirmo agora que EU iriei colocar esse maníaco atrás das grades.

A TV mostrava a entrevista coletiva e ele pausa o vídeo quando o rosto da agente Rodriguez aparece na tela. O homem limpa os óculos com cuidado e aproxima o rosto a ponto de aparecerem inúmeros pixels. Ele sorri se afastando e tocando com a ponta dos dedos o rosto da detetive. Faz o contorno dos lábios carnudos da mulher com o seu indicador e o traz até a sua boca. Seu indicador segue para o seu rosto marcado por cicatrizes de queimaduras. Sua outra mão aperta seu pênis e ele sorri. “Ah agente, vou mostrar quem é covarde!”.

— Ash, você por um acaso enlouqueceu? – o capitão segura a morena pelo braço.

— Ryan, nós temos que dar um fim nisso! Se ele vier atrás de mim é mais provável que ele cometa algum erro.

— Você não pode continuar fazendo isso Ashley! Você se coloca na berlinda sempre! Eu fico preocupado. – o mais velho suspira com cara de cansado. Os dois estavam na sala do homem com as portas fechadas. Ele se aproxima e beija levemente os lábios da agente. – Você vai lá em casa hoje a noite?

— Não. Amanhã cedo volto para Las Vegas. – já haviam encontrado duas vítimas naquela cidade e ela queria acompanhar de perto toda a investigação.

— Ah por favor, faz tempo...

— Ryan você sabe que isso – ela faz um sinal mostrando os dois – é apenas casual. Sem cobranças. Sem compromisso.

— Apenas porque você quer assim. Eu gostaria muito de ter você comigo, de apresenta-la como minha....

— É isso ou nada, você escolhe. – a morena sai da sala deixando o homem cabisbaixo e com o semblante preocupado. O capitão Clancy pega seu telefone e fala com alguém na outra linha. – Vigilância 24 horas. (...) não me interessa se ela não quer (...) tente ser o mais discreto possível.

Em Las Vegas o homem estava dentro do departamento de polícia esperando ser atendido. Ele tentava não aparentar o quanto estava feliz em estar ali. O policial o chama e faz sentar em uma cadeira enquanto colhe o seu depoimento.

Senhor Smith, John Smith. Nós o convocamos para prestar depoimento pois o senhor encontrou a última vítima certo? Ou parte dela – o policial acima do peso estava suando e procurava algo nos arquivos, o ar condicionado parecia estar quebrado e o homem da lei parecia que iria cair duro no chão a qualquer momento de tão vermelho que está. Ele nem olhava direito para o homem à sua frente.

É um prazer ajudar as autoridades. – ele fala sorrindo e pronunciando as palavras perfeitamente.

Notas finais:

Então gente linda! o que estão achando?

Confesso que pra mim ta sendo um desafio mesmo mas to curtindo pra kct

beijos no core <3



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